Em declarações à agência Lusa, o capitão do porto e comandante da Polícia Marítima (PM) de Viana do Castelo, Sameiro Matias, adiantou que o "auto de notícia hoje elaborado foi remetido para as entidades competentes em razão da matéria e do espaço".

Em causa estão 20 armazéns de aprestos da cidade, orçados em 2,2 milhões de euros, inaugurados em 2016 e reclamados durante mais de uma década pela comunidade piscatória local.

O investimento resultou de uma candidatura apresentada em 2013 pela cooperativa de pescadores VianaPesca, com mais de 560 empresas de pesca associadas, ao Programa Operacional da Pesca (PROMAR), e aprovada em abril de 2015.

O capitão acrescentou que o caso surgiu de "uma denúncia" feita na segunda-feira à noite, tendo os meios da PM, que se deslocaram então ao local, detetado que estavam alojados naqueles armazéns sete cidadãos de nacionalidade indonésia, em situação regular no país, possuindo passaporte e Título de Residência.

Segundo Sameiro Matias, aquela situação foi detetada "em seis armazéns de aprestos", envolvendo, no total, "cerca de duas dezenas de trabalhadores indonésios", não tendo sido todos identificados por, àquela hora, "estarem no mar".

Os armazéns foram inaugurados em fevereiro de 2016 pela ministra do Mar, Ana Paula Vitorino.

A intervenção foi comparticipada por fundos comunitários e nacionais em cerca de 1,7 milhões de euros, cabendo à cooperativa de pescadores assegurar o montante restante.

A empreitada incluiu a construção de 20 novas estruturas, em terrenos situados junto ao novo porto de pesca da cidade, gerido pela Docapesca, bem como os acessos rodoviários, e as infraestruturas de apoio.

Com cerca de meia centena de embarcações, a comunidade piscatória "há muito" que reclamava a construção dos novos armazéns que permitiram a reabilitação da zona junto às instalações da Docapesca, dando cumprimento ao estabelecido no Plano de Pormenor da Frente Ribeirinha.

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