Apoiantes do agora ex-Presidente da Coreia do Sul manifestaram-se hoje, exigindo o seu regresso imediato e classificando a oposição como um “cartel anti-estatal” que deve ser erradicado.

Milhares de grupos conservadores reuniram-se na zona de Gwanghwamun, no centro de Seul, apesar da chuva, um dia após a decisão do tribunal, argumentando que a destituição é “inválida” e apelando à dissolução do Tribunal Constitucional.

Segundo a agência EFE, alguns manifestantes apelaram também ao boicote das eleições antecipadas, que devem realizar-se no prazo de 60 dias após a destituição.

As autoridades fecharam hoje as ruas próximas do Tribunal Constitucional e também a residência presidencial, a qual Yoon deverá abandonar na próxima semana.

Na sexta-feira, o Tribunal Constitucional da Coreia do Sul confirmou a destituição do Presidente sul-coreano Yoon Suk-yeol, devido à declaração da lei marcial em dezembro.

A confirmação da destituição de Yoon foi adotada com o voto a favor dos oito juízes do Tribunal Constitucional.

Yoon foi suspenso durante mais de 100 dias desde que a Assembleia Nacional aprovou a moção de destituição. O processo tem sido marcado por uma forte polarização social e política, com protestos em massa em todo o país e sondagens que mostram que cerca de 60% dos cidadãos apoiam a destituição.