As autoridades sanitárias também contabilizaram mais 401 mortes durante o fim de semana atribuídas à covid-19, passando o total de óbitos para 52.275.

O nível de incidência acumulada (pessoas contagiadas) em Espanha teve um aumento significativo nos últimos dias, passando de sexta-feira para hoje de 350 para 436 casos diagnosticados por 100.000 habitantes nos 14 dias anteriores.

As regiões com os níveis mais elevados são a da Extremadura (1.022), Baleares (598), Madrid (596), La Rioja (558) e Catalunha (524).

O diretor do Centro de Coordenação de Alertas e Emergências Sanitárias, Fernando Simón, indicou hoje que a incidência acumulada deve continuar a subir nos próximos dias, mas espera que esse crescimento seja contrariado com as medidas tomadas na última semana.

“O facto de estarmos a vacinar dá-nos um horizonte de esperança”, afirmou Simón, acrescentando que o país vai “atravessar umas semanas complicadas”.

Nas últimas 24 horas, deram entrada nos hospitais 1.800 pessoas com a doença, das quais 433 na Comunidade Valenciana, 335 na Catalunha, 250 na Andaluzia e 177 em Madrid.

Em todo o país há 16.792 pessoas hospitalizadas com a covid-19, o que corresponde a 14% das camas, das quais 2.511 pacientes em unidades de cuidados intensivos, 26% das camas desse serviço.

O ministro do Interior (Administração Interna) espanhol, Fernando Grande-Marlaska, assegurou que a distribuição do novo carregamento de vacinas da Pfizer que chegou a Espanha esta manhã está a ser feita “com total normalidade” pelas comunidades autónomas apesar dos efeitos da tempestade Filomena.

Segundo o responsável governamental, as 350.000 doses chegaram a Espanha em diferentes aviões, que aterraram “dentro do prazo previsto” e na meia dúzia de aeroportos previstos para o efeito.

A partir destes aeroportos, foram enviados para os armazéns previstos para iniciar a sua distribuição por todo o país.

O centro de Espanha, principalmente a capital, Madrid, continua hoje parcialmente paralisada, mais de dois dias depois da passagem de uma tempestade de neve considerada “histórica” na sexta-feira ao fim do dia.

Quase 36 horas depois do pior nevão em quase 50 anos, é agora a geada que constitui a principal preocupação das autoridades espanholas, sendo esperado um período de frio no interior do país que pode ultrapassar os -10 graus centigrados.

As autoridades pedem à população para ficar em casa e principalmente evitar deslocações nas estradas.

Na região de Madrid, todas as instituições de ensino estão encerradas hoje e terça-feira, assim como inúmeros serviços públicos, como museus, centros culturais e bibliotecas, entre outros.

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