Em declarações à agência Lusa, o presidente da Federação Académica do Porto (FAP), Marcos Alves Teixeira, assegurou hoje que, devido à pandemia da covid-19, “não estavam reunidas as condições” para que as atividades da praxe se realizassem e que a decisão se “coaduna com o desejado”.

A suspensão das atividades de praxe foi anunciada na terça-feira pelo Conselho de Veteranos da Academia do Porto através de uma publicação na rede social Facebook.

“Não obstante a assumida vontade em perpetuar esta tradição, a presente situação de pandemia provocada pela covid-19 revela indispensáveis necessidades de prevenção e proteção da saúde pública”, lê-se na publicação, onde o Magnum Consillium Veteranorum da Academia do Porto apela também ao “sentido de responsabilidade” dos estudantes.

Além das atividades de praxe, Marcos Alves Teixeira afirmou que as cerimónias de receção e boas-vindas aos estudantes vão realizar-se de forma diferente, com o intuito de evitar aglomerados de estudantes.

“Haverá um momento que vai marcar as boas-vindas, mas, para evitar aglomerados, as cerimónias vão ser transmitidas ‘online’ e vão dispersar os estudantes por dias”, referiu Marcos Alves Teixeira, acrescentando que a FAP vai “fazer tudo o que estiver ao alcance” para consciencializar os estudantes a cumprirem e seguirem as orientações e normas.

“Este ano vamos juntar à nossa mensagem de boas-vindas uma mensagem de consciencialização, especialmente porque temos a responsabilidade de continuar a dar o exemplo enquanto estudantes do ensino superior”, assegurou.

No início deste mês, em declarações à Lusa, o reitor da Universidade do Porto, António de Sousa Pereira, mostrou-se preocupado, não com os planos e medidas adotadas pelas diferentes faculdades, mas com as suas envolvências.

“A minha preocupação não é propriamente com a universidade, mas com o que a envolve. Dentro da universidade conseguimos que os estudantes desinfetem as mãos, usem máscaras e mantenham as distâncias de segurança, mas depois, o que se passa em redor da universidade, nós não controlamos”, afirmou.

E acrescentou: “É humanamente compreensível que os jovens tenham as suas necessidades sociais. Espero que cumpram as regras dentro da universidade, mas sobretudo fora”.

A pandemia de covid-19 já provocou pelo menos 936.095 mortos e mais de 29,6 milhões de casos de infeção em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.878 pessoas dos 65.626 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

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