A cidade chinesa de Wuhan, onde foram detetados os primeiros casos de infeção pelo novo coronavírus, que provoca a doença Covid-19, anunciou esta quarta-feira a proibição do consumo de carne de animais selvagens e ofereceu apoios financeiros aos produtores que criavam estes animais com vista ao seu consumo.

As duas medidas, à qual se acresce a proibição, em todo o território, da caça de animais exóticos, acontece depois de uma enorme pressão externa depois de a hipótese de o vírus ter tido origem neste tipo de mercados ter passado a ser a que reúne maior consenso, e apesar de a Organização Mundial de Saúde, no início deste mês, ter preterido um reforço da higienização destes mercados ao encerramento dos mesmos, uma vez que são uma fonte de alimento para milhões de pessoas.

Wuhan assume mesmo a ambição de se tornar num "santuário da vida animal selvagem", com as restrições impostas a darem lugar a "investigações científicas, regulação de populações e monitorização de doenças epidémica ", reporta a CBS.

Na sexta-feira, a província Wuhan já tinha apresentado as normas de um programa para acompanhar a transição de criadores de animais selvagens para outras atividades, como a criação de gado clássico, o cultivo de frutas e verduras, de chá ou de plantas medicinais.

O plano prevê uma indemnização financeira de acordo com o peso dos animais, que serão comprados a um preço definido. Por exemplo, o preço da cobra foi fixado a 120 iuanes o quilo (15 euros), e o do rato de bambu a 75 iuanes o quilo (9,6 euros), segundo as normas das autoridades citadas pela imprensa oficial.

A província vizinha de Jiangxi anunciou a criação de um fundo de apoio para colocar um fim na criação de animais selvagens destinados à alimentação.

Segundo a associação americana Humane Society International (HSI) que trabalha a favor da proteção de animais, o comércio de animais selvagens é estimado na China em 520 mil milhões de iuanes ( 79 mil milhões de euros).

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 323 mil mortos e infetou quase 4,9 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

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