“Facas, um dispositivo de disparo e propaganda do grupo ‘jihadista’ foram encontrados nas buscas” após a detenção dos dois homens no sábado na região parisiense pela Direção-Geral da Segurança Interna (DGSI), segundo as fontes próximas do inquérito.

“O seu projeto ainda não é claro, mas há indícios de que planeariam atingir homossexuais”, indicaram as mesmas fontes à agência France Presse.

Os dois homens foram acusados na terça-feira por um juiz antiterrorista por associação criminosa de terrorismo e depois presos de acordo com o pedido da procuradoria de Paris, precisou uma fonte judicial.

Estavam sob custódia desde sábado no âmbito do inquérito preliminar da procuradoria de Paris, aberto três dias antes, a 06 de junho, adiantou.

Os “dois amigos”, desconhecidos até agora dos serviços de informações, tinham sido assinalados pela DGSI há algumas semanas, antes de serem denunciados no início de junho na secção antiterrorista da procuradoria de Paris, indicou uma das fontes próximas da investigação.

Descritos como “muito determinados”, eles evocaram “por várias vezes um projeto de atentado nas suas conversas”, segundo a mesma fonte.

Este é o quarto atentado frustrado pela DGSI desde o início do ano em França, após o de um egípcio, também desconhecido dos serviços, que planeava um ataque com explosivo ou veneno.

Desde janeiro de 2015, uma vaga de atentados ‘jihadistas’ causou 246 mortos em França, o último dos quais, um ataque com uma faca num bairro de Paris a 12 de maio, provocou um morto.

Dois meses antes, um ‘jihadista’ matou a tiro quatro pessoas em Carcassonne (sul) e num supermercado em Trèbes.

Em março, o primeiro-ministro francês, Edouard Philippe, disse no parlamento que desde janeiro de 2015 se conseguiu impedir 51 atentados.

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