Em mais um dia de campanha para as legislativas de 06 de outubro, Assunção Cristas começou a manhã a vestir uma bata branca na fábrica da Continental, em Vila Real, uma empresa tecnológica que produz, no meio das serras do Marão, milhões de antenas para automóveis (17 milhões em 2018), e emprega cerca de 500 trabalhadores, incluindo 140 quadros superiores.

Durante a visita, entre maquinaria sofisticada e trabalhadores a soldar circuitos eletrónicos (“chips”), ouviu do diretor geral da empresa, Miguel Pinto, palavras que encaixavam no discurso que tem feito: “É preciso atrair pessoas para o interior e isso faz-se com empregos.”

Daí, foi um passo até à defesa do estatuto fiscal para o interior, com condições fiscais especiais, quem vive no interior “deve pagar metade” de IRS e as empresas deve pagar menos 10% no IRC e ter descontos nas portagens nas autoestradas que tanto levam pessoas para estas regiões como as levam para o litoral e zonas urbanas.

“É isso que o CDS quer para o Interior que mais empresas como estas possam crescer e outras possam fixar-se”, afirmou.

E apresentou a ideia de se criar uma zona franca regulatória, com a “possibilidade de testar coisas novas em termos de regulação, serviços e produtos”, sem grandes “constrangimentos ao nível da regulação” na área digital.

“É uma forma de puxar para o interior uma economia mais sofisticada e de primeira linha”, disse.

A caravana centrista desceu depois até ao Museu do Douro, em Peso da Régua, também em Vila Real, com vista para o rio, pretexto para Assunção Cristas falar sobre a Casa do Douro.

A líder do CDS acusou o Governo do PS de, com a “viragem à esquerda do país”, em 2015, ter abandonado o “modelo de livre inscrição e de regulação própria pelo setor para [adotar] um modelo de novo estatizante”, idêntico ao que existia durante o Estado Novo.

É “uma receita estatizante do passado” que é “agora de novo aplicada por este Governo” e que, acrescentou, é inconstitucional porque “obriga ao associativismo para que se possa produzir vinho”, o que contraria a “liberdade de associação” prevista na Constituição Portuguesa.

Confrontada com a “luz verde” dada à nomeação da portuguesa Elisa Ferreira para comissária europeia, Cristas fez votos que ajude a fazer avançar o estatuto de benefício fiscal para o interior, que tem de ser negociado com a Comissão Europeia.

O dia de campanha continua em Miranda do Douro, à tarde, com a visita a uma tanoaria, e termina em Viseu, ao fim da tarde, com uma conversa com eleitores, a que o CDS chama encontro de gerações.

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