“A Uber é ilegal, é crime nacional”, são as palavras de ordem gritadas nos megafones e que ilustram também as bandeiras negras que os carros transportam.

Solidário com os colegas de Lisboa, Albino Lopes, de Leiria, quis marcar presença na marcha lenta, referindo: “Hoje é por eles, amanhã é por nós”.

“A Uber está a trabalhar sem qualquer tipo de certificação, nem formação. É uma selva”, disse o taxista de Leiria presente no protesto de Lisboa.

O também taxista Pedro Lopes mostrou-se satisfeito pelos colegas terem aderido em massa a esta marcha lenta, afirmando que “há cada vez mais carros a trabalhar ilegalmente” e é preciso “parar” esta situação.

Centenas de táxis chegaram cerca das 10:10 ao aeroporto de Lisboa onde estiveram parados durante 20 minutos. Depois seguiram em direção à Avenida Almirante Gago Coutinho com destino à Assembleia da República onde vão ser recebidos pelo Presidente da Assembleia da República. O protesto está também a ser realizado no Porto e em Faro.

Esta iniciativa, organizada pela Antral - Associação Nacional dos Transportadores Rodoviários em Automóveis Ligeiros e pela FPT - Federação Portuguesa do Táxi, é o culminar de uma semana de luta destas duas associações para pressionar o Governo a suspender a atividade da Uber.

O serviço de transporte Uber permite chamar um carro descaracterizado com motorista privado através de uma plataforma informática, que existe em mais de 300 cidades de cerca de 60 países.

Num manifesto entregue ao Governo este mês, as associações apelam à população para se solidarizar na “luta contra a Uber” e afirmam que o serviço é ilegal porque não se “submete às regras legais que em Portugal disciplinam a atividade do transporte em táxi”.

A Uber afirma, contudo, que todos os seus parceiros são licenciados e “devidamente escrutinados” e admite que a empresa pode começar a distribuir serviços para táxis em Lisboa e no Porto, à semelhança do que já faz noutras cidades estrangeiras.

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