A declaração consta de um depoimento prestado à 10.ª Vara da Justiça Federal em Brasília, num processo da Operação Zelotes, que investiga a compra de medidas provisórias, que são instrumentos administrativos com força de lei adotados pelo Presidente da República.

Palocci declarou que Luís Cláudio Lula Silva, filho de Lula da Silva, o procurou para captar recursos para projetos desportivos entre 2013 e 2014 e que depois levou o assunto diretamente ao ex-Presidente brasileiro.

Segundo o ex-ministro da Fazenda, num encontro no Instituto Lula, o antigo chefe de Estado ter-lhe-á dito para não se preocupar porque já havia conseguido o dinheiro na renovação dos benefícios dados a partir de medidas provisórias às empresas Caoa e Mitsubishi.

Segundo informações divulgadas pelo jornal Folha de S.Paulo, uma das empresas do filho de Lula da Silva recebeu 2,5 milhões de reais (560 mil euros) do lobista Mauro Marcondes Machado, que representava as duas empresas perante o Governo e o Congresso brasileiro.

Neste processo, o Ministério Público brasileiro denunciou Lula da Silva e outras seis pessoas no ano passado por, supostamente, ter vendido uma medida provisória que beneficiou fabricantes de veículos com fábricas nas regiões norte, nordeste e centro-oeste do Brasil.

O ex-Presidente brasileiro, preso desde abril por ter sido condenado em duas instâncias num processo da Operação Lava Jato sobre a propriedade de um apartamento de luxo instância turística do Guarujá, e os outros envolvidos no processo são acusados da prática de corrupção passiva.

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