“Corruptos para a cadeia” e “Abaixo os privilegiados” eram algumas das palavras de ordem nos cartazes que alguns dos cerca de 700 manifestantes mostravam na Praça da República, no centro da capital francesa.

O candidato conservador François Fillon está envolvido num escândalo, desde o mês passado, quando foi acusado de ter beneficiado a mulher e os filhos com empregos fictícios.

Fillon já admitiu o “erro”, pelo qual pediu desculpa aos franceses, mas o caso, que está a ser investigado pela justiça francesa, afetou a sua popularidade, em benefício do centrista Emmanuel Macron e de Marine Le Pen, apesar de esta também estar a braços com acusações parecidas.

A líder da Frente Nacional foi acusada de fraude pelo Parlamento Europeu.

Segundo um relatório do organismo antifraude da União Europeia, citado pelo portal de notícias Mediapart e pela revista Marianne, Le Pen reconheceu ter empregado ficticiamente, como assistente parlamentar, um seu guarda-costas, para “regularizar salários e despesas”.

A líder do partido de extrema-direita já negou tê-lo feito, mas as autoridades francesas estão a investigar o caso, relacionado com suspeitas de que membros da Frente Nacional enganaram o Parlamento Europeu em várias centenas de milhares de euros utilizando assistentes parlamentares europeus nas atividades políticas do partido.

Centenas de pessoas protestaram hoje contra a corrupção também nas cidades de Toulouse, Lyon, Angers e Lille, prometendo voltar às ruas no próximo domingo, a dois meses das eleições presidenciais francesas.

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