De acordo com o despacho de acusação, citado hoje na página eletrónica da Procuradoria do Porto, quatro dos cinco arguidos entraram nas residências, na maioria apartamentos, “através de arrombamento das fechaduras das portas de entrada ou de outro método não apurado, mas sem lhes causar dano, e fizeram seus objetos em ouro, de alta relojoaria e quantias em dinheiro que, no seu conjunto, ascendem a cerca de 330 mil euros”.

Os assaltantes, relata o MP, estudavam previamente os locais e as rotinas diárias dos ofendidos para consumarem os crimes em ocasiões em que ninguém lá estivesse.

Mas, pelo menos numa das situações, foram surpreendidos pelo “aparecimento inesperado” do locatário do apartamento, que agrediram a soco, antes de se porem em fuga.

O produto dos roubos era entregue à quinta arguida, “que se encarregava de os embalar e dissimular no meio de outros produtos, enviando-os como encomendas por transporte terrestre privado, para países do leste da Europa, de onde todos eram naturais”, segundo a acusação.

Os assaltos ocorreram entre janeiro de 2019 e 10 de junho de 2019, dia em as cinco pessoas foram detidas.

As casas de habitação situaram-se maioritariamente no concelho do Porto mas também Maia, Matosinhos, Póvoa de Varzim, Vila do Conde, Braga, Guimarães e Lisboa.

Em causa está a prática de crimes como furto qualificado, violência depois de subtração, falsificação de documento, detenção de arma proibida e recetação.

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