“Esta intervenção surge no domínio da regularização fluvial no após incêndio de 2017 e reveste-se de primordial importância para a salvaguarda dos ecossistemas ribeirinhos”, explicou a vice-presidente da Câmara de Tondela, Carla Antunes.

O objetivo é “repor as condições de funcionamento e estabilização da galeria ripícola, mitigando-se desta forma as consequências do incêndio”, acrescentou.

Segundo Carla Antunes, a intervenção nas zonas de bacias e albufeiras arrancou em abril e deverá prolongar-se até ao final deste mês.

Os trabalhos estão em curso no Rio Criz, junto à zona de Lazer de Várzea do Homem, estando também prevista a intervenção na zona de Caparrosa /Silvares, no Couço e ainda na Lajeosa do Dão, que foram locais atingidos pelos incêndios de outubro de 2017.

A autarquia explica que a intervenção “consiste em ações de silvicultura (corte de silvas e mato), de forma que haja regeneração natural das espécies” e se garanta “a sobrevivência da fauna e flora características destes locais”.

A intervenção integra também “a recuperação dos taludes ribeirinhos da margem dos rios, com a construção de ‘muros’ naturais, recorrendo-se para o efeito à madeira das árvores queimadas pelo incêndio”, acrescenta.

Está também prevista a plantação de espécies arbóreas, arbustivas e helófitas, entre outras medidas.

De acordo com a autarquia, “em curso estão também obras de engenharia civil”, estando previstos desassoreamentos, passagens hidráulicas, pontes e muros de alvenaria junto às linhas de água ou enrocamentos.

A verba para esta intervenção provém do Fundo Ambiental, gerido pela Agência Portuguesa do Ambiente.

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