“Esta ajuda aos animais de criação tem que se manter até à próxima primavera, que é quando volta a haver novamente pasto para eles comerem. Aquelas pessoas não têm capacidade económica para comprar alimentos para dar todos os dias aos animais até à próxima primavera”, alertou o bastonário da OMV, Jorge Cid, em declarações à Lusa.

O bastonário recordou que para muitos dos habitantes a sobrevivência passa pelos animais de criação, e que se não houver continuidade nas ajudas “o problema começa a ser outro”: o de os animais passarem fome e o de as pessoas não terem como se sustentar.

No decurso dos grandes incêndios das localidades de Pedrógão Grande, Castanheira de Pera e Figueiró dos Vinhos, a OMV abriu uma conta solidária para ajudar os animais afetados pela catástrofe, e que esteve aberta a donativos até ao último dia de junho.

Jorge Cid disse ainda não ter números concretos sobre as verbas angariadas, mas parte será usada para pagar contas agora que a OMV entra também ela “no rescaldo” do incêndio.

Muitas das ajudas recebidas chegaram em forma de donativo, mas algumas empresas só tiveram capacidade financeira para oferecer metade do valor do material disponibilizado, outras nem isso.

Tudo isso são contas que a Ordem terá agora para pagar, “o problema seguinte”, como o referiu Jorge Cid, que frisou que a prioridade foi sempre fazer chegar a ajuda onde ela precisava.

Num esforço conjunto dos médicos veterinários, com “resultados históricos” em termos de solidariedade, Jorge Cid diz que, elogiando a disponibilidade de laboratórios e empresas, disse que “não faltou praticamente nenhum tratamento a qualquer animal”, nem alimentação.

“Com aquele aparato todo da fuga os animais ficaram todos para trás e a seguir não havia resposta nenhuma no terreno para dar, nomeadamente tratar os animais queimados e feridos, reunir os que tinham fugido, enterrar os mortos e alimentar os que estavam vivos”, resumiu o bastonário.

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