O empresário Joe Berardo sentiu-se mal esta quinta-feira durante o interrogatório no âmbito do processo da Caixa Geral de Depósitos (CGD) e foi necessário chamar o INEM.

De acordo com a jornalista da RTP no local, a assistência foi rápida e não demorou mais do que 15 minutos. Depois da intervenção, o empresário voltou à prisão anexa ao TCIC.

A estação pública adianta que Joe Berardo, de 76 anos, sofre de vários problemas de saúde e que durante os últimos dias foi possível verificar que os seus advogados lhe trouxeram medicação para os mesmos.

O interrogatório terminou hoje às 19:15 e as medidas de coação só serão conhecidas amanhã. O empresário Joe Berardo e André Luiz Gomes estão indiciados por burla qualificada, fraude fiscal qualificada, branqueamento de capitais, falsidade informática, falsificação, abuso de confiança e descaminho ou destruição de objetos colocados sob o poder público.

O caso, que conta com 11 arguidos (cinco pessoas individuais e seis pessoas coletivas) foi tornado público depois de uma operação policial em que foram feitas cerca de meia centena de buscas, três das quais a estabelecimentos bancários, e que levou à detenção do empresário e colecionador de arte e do seu advogado de negócios André Luiz Gomes, suspeito pelos mesmos crimes.

Segundo comunicados da PJ e do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), em causa no processo está um grupo "que entre 2006 e 2009 contratou quatro operações de financiamentos com a CGD, no valor de cerca de 439 milhões de euros" e que terá causado "um prejuízo de quase mil milhões de euros" à CGD, ao Novo Banco e ao BCP.

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