O dia de hoje poderá responder a algumas interrogações no processo das primárias americanas, que se prolonga até junho e de onde sairão os candidatos à Casa Branca dos partidos Democrata e Republicano. Será que hoje se acelera a redução do grupo de candidatos republicanos? No início chegaram a ser 17, mas agora só restam seis sobreviventes das primárias em Iowa e em New Hampshire, os primeiros dois estados que se pronunciaram.

O milionário Trump continua à frente nas sondagens, seguido pelo senador Ted Cruz, o ultraconservador preferido pela direita cristã evangélica que venceu em Iowa. A última semana foi de duros ataques. Num debate no passado sábado, Trump chamou mentiroso a Cruz, depois ameaçou-o com um processo por um anúncio no qual dizia que o magnata defendia o direito ao aborto no passado e, por último, Trump avançou com críticas ao papa Francisco (às quais o Sumo Pontífice respondeu).

Ted Cruz mostra-se confiante de que continuará na corrida, enquanto os restantes candidatos esperam um resultado que justifique poderem seguir em frente com as suas campanhas. São eles o senador de origem cubana Marco Rubio, o ex-governador da Flórida, Jeb Bush, o governador de Ohio, John Kasich, e o médico aposentado Ben Carson. Destes, Rubio, Bush e Kasich tentam apresentar-se como a alternativa anti-Trump.

Não se sabe se funcionou ou não como um apoio, mas a verdade é que, nos últimos dias, Jeb Bush, contou com dois reforços na sua campanha ao ter o seu irmão, o ex-presidente George W. Bush, e a sua mãe, Barbara, ao seu lado na campanha. O moderado John Kasich tem, por outro lado, beneficiado de uma cobertura simpática da imprensa, provavelmente pelo seu estilo afável. Mas as sondagens dão vantagem a Marco Rubio, para quem um segundo lugar poderia vir a resultar uma vitória. A popular governadora da Carolina do Sul, Nikki Haley, e muitos outros líderes do estado deram-lhe o seu apoio. "Se não ganhar com o apoio destas personalidades influentes, significa dizer que está com problemas", disse à AFP Alice Stewart, assessora de Ted Cruz.

Com tudo por definir no Nevada, Hillary Clinton tem a obrigação de ganhar o caucus (assembleias de eleitores) deste estado se quer aumentar a moral dos seus apoiantes, depois da significativa derrota em New Hampshire face ao senador Bernie Sanders. Embora a ex-secretária de Estado tenha um forte apoio do seu partido, que praticamente prevê que seja ela a vencedora na convenção democrata de julho, o seu objetivo é agora deter, o quanto antes, a ascensão de Sanders.

Em 2008,  Hillary ganhou a Barack Obama no Nevada, onde conta com o apoio das comunidades negra, hispânica e asiática, que representam cerca da metade dos habitantes. "Nevada é um estado mais representativo da população americana do que Iowa ou New Hampshire", explicou à AFP Michael Green, professor de história da Universidade de Las Vegas. "Os candidatos que passam nestas primeiras etapas estão preparados para enfrentar o tipo de eleitorado que votará nas presidenciais", declarou.

Mas as sondagens são pouco confiáveis para os caucus, por isso nada está definido. Nos últimos dias, Hillary e Sanders atacaram-se com agressividade. A campanha da ex-primeira dama reprova Sanders por ter votado contra a regularização dos imigrantes sem documentação em 2007, enquanto os seguidores do senador exigem a publicação das transcrições dos discursos remunerados que Hillary proferiu a convite do banco Goldman Sachs. Os caucus republicanos no Nevada serão na terça-feira, enquanto os democratas terão suas primárias na Carolina do Sul no próximo sábado. No dia 1 de março terá lugar a chamada "Super Terça", quando onze estados serão chamados a se pronunciar. 

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