Em declarações aos jornalistas no final da primeira reunião de câmara pós-prisão domiciliária do presidente, Armandina Saleiro afirmou ainda que a gestão do município não fica em causa com esta situação.

“Vamos aguardar com serenidade o desfecho desta situação. Estamos aqui solidários também com o senhor presidente e com esta questão, e estamos a dar o melhor para que o município não pare”, referiu.

Em 3 de junho, o Tribunal de Instrução Criminal do Porto aplicou prisão domiciliária, com vigilância eletrónica, ao presidente da Câmara de Barcelos, no âmbito da operação “Teia”.

Costa Gomes ficou ainda proibido de contactar com os funcionários da câmara.

O autarca está indiciado dos crimes de corrupção passiva e de prevaricação.

O seu advogado, Nuno Cerejeira Namora, já disse que o presidente da câmara se vai manter “em plenas funções”.

Entretanto, o advogado pediu ao juiz de instrução para clarificar o alcance do termo “funcionários”, para saber se a restrição de contactos de Costa Gomes se estende a vereadores, adjuntos e chefes de gabinete do município.

Enquanto espera por essa clarificação, Costa Gomes pediu a sua substituição no executivo, por um período de 29 dias.

A partir daí, decidirá se se mantém em funções ou se renuncia ao cargo.

Hoje, no final da reunião da Câmara de Barcelos, no distrito de Braga, a presidente em exercício disse esperar que “a justiça seja feita”.

“Aguardamos que a justiça seja feita e que o senhor presidente regresse o mais rapidamente possível”, afirmou.

O PSD, por seu lado, instou a maioria socialista a encontrar “muito rapidamente uma solução estável” para a governabilidade do município.

“A situação é grave, coloca Barcelos nos holofotes da comunicação social e não pelos melhores motivos”, afirmou o vereador social-democrata Mário Constantino, acrescentando que a maioria socialista “não pode adiar ‘ad eternum’” a clarificação.

Na operação “Teia”, e além de Costa Gomes, são ainda arguidos o entretanto demissionário presidente da Câmara de Santo Tirso, Joaquim Couto (PS), que ficou em liberdade mediante o pagamento de uma caução de 40 mil euros, e a mulher, a empresária Manuela Couto, que ficou em prisão domiciliária.

O outro arguido é o ex-presidente do Instituto Português de Oncologia (IPO) do Porto Laranja Pontes, que também ficou em liberdade mediante caução de 20 mil euros e com suspensão das funções que exercia. Laranja Pontes passou entretanto à situação de reforma.

O processo está relacionado com alegados favorecimentos às empresas de Manuela Couto por parte do município de Barcelos e do IPO, a troco de favores políticos conseguidos por Joaquim Couto.

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