Os membros da Academia de Artes Cinematográficas dos Estados Unidos reuniram-se hoje, 'online', para discutir a data da 93.ª cerimónia dos prémios de cinema, habitualmente no final de fevereiro.

O prazo de elegibilidade dos filmes para os Óscares, em termos de estreia em salas norte-americanas, também alterado, estendendo-se agora ao dia 28 de fevereiro de 2021, indo além do limite habitual de 31 de dezembro.

O anúncio dos nomeados realizar-se-á a 15 de março e as derradeiras votações, pelos membros da academia, terão lugar até 20 de abril, cinco dias antes da realização da cerimónia inicialmente prevista para 28 de fevereiro.

"A nossa esperança, ao estender o período de elegibilidade e a data de entrega de nossos prémios, é proporcionar a flexibilidade que os cineastas precisam para terminar e lançar os seus filmes sem serem penalizados por algo que vai além do controlo de qualquer um", explicaram o presidente da Academia, David Rubin, e o diretor executivo, Dawn Hudson.

As alterações devem-se ao impacto da pandemia da covid-19 na indústria cinematográfica não só norte-americana como global, que levou ao encerramento de salas de cinema, à suspensão de estreias de novos filmes e ao adiamento de produções cinematográficas.

A submissão de filmes candidatos a nomeações para animação e documentário, em curta e longa-metragem e melhor filme internacional, passou a ter como data limite 1 de dezembro de 2020. Quanto a outras categorias, as submissões têm de ser apresentadas à academia até ao dia 15 de janeiro.

A abertura do Museu da Academia, anunciada para 14 de dezembro deste ano, foi também marcada para 30 de abril de 2021.

Porém, ainda que adiada por 2 meses, não se sabe em que moldes irá decorrer a cerimónia, mais concretamente se há ou não possibilidade de existir a habituar passadeira vermelha e se as estrelas irão ou não marcar presença.

Todavia, esta não é a primeira vez que a cerimónia dos Óscares é adiada.

Já o foi anteriormente, em 1938, por causa de uma situação de cheias em Los Angeles, Califórnia, em 1968, depois do assassinato de Martin Luther King Jr. e, em 1981, por causa da tentativa de assassinato do então presidente dos Estados Unidos, Ronald Reagan.

* com agências 

(Notícia atualizada às 20:37)

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