O vulcão cobriu com cinzas e lava mais de metade do território da ilha de Kadova, mas não causou vítimas, refere a agência de notícias Efe, citando órgãos de comunicação social locais.

O despertar repentino do vulcão, que expulsa uma coluna de fumo com mais de 2.000 metros de altura, ocorreu ao meio-dia de sexta-feira e surpreendeu os 600 habitantes da ilha.

Desde então, "entre 50 e 60% da ilha está coberta de resíduos vulcânicos", disse o Observatório da Vulcanologia de Rabaul ao portal de notícias "Loop".

Os especialistas, que afirmam estar surpresos com a repentina atividade vulcânica, detetaram nas últimas 24 horas um aumento na violência das emissões.

"Devido à inclinação da ilha, são possíveis deslizamentos de terra que, juntamente com a natureza explosiva do magma, podem gerar um tsunami", advertem os vulcanologistas.

Até agora, não havia dados sobre a erupção do vulcão, embora tivesse sido registado alguma atividade térmica em 1976.

A ilha de Kadovar, na costa nordeste do país, está localizada a cerca de 24 quilómetros a norte do território principal da Papua Nova Guiné.

Foi descoberta pelo navegador espanhol Iñigo Órtiz de Retes, em 1545, quando regressava de uma viagem exploratória ao atual México.

A Papua Nova Guiné situa-se no Anel de Fogo do Pacífico, uma área de grande atividade sísmica e vulcânica que provoca cerca de 7.000 tremores de terra por ano, a maioria moderados.

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