Segundo informações divulgadas pela Polícia Federal, a ação investiga uma suposta tentativa de obstruir a investigação do crime, que aconteceu no dia 14 de março de 2018.

“As medidas constituem uma fase intermediária de investigação de caráter sigiloso e foram autorizadas pela Justiça Estadual, após submetidas ao Ministério Público do Rio de Janeiro”, informou um comunicado da Polícia Federal.

“Ressalte-se que as investigações a cargo da Polícia Federal se restringem à identificação de entraves e obstáculos dirigidos à investigação dos crimes, estando a cargo dos órgãos de segurança do Estado do Rio de Janeiro a apuração da autoria, motivação e materialidade de tais eventos criminosos”, acrescentou o órgão.

O portal de notícias brasileiro G1 adianta que um dos oito mandados é cumprido num local ligado a um ex-polícia militar acusado de envolvimento com milícias.

Esta ex-polícia e o vereador da cidade do Rio de Janeiro Marcello Siciliano foram acusados por uma testemunha de envolvimento no crime, mas negam as acusações.

Marielle Franco, negra, lésbica, nascida num complexo de favelas no Rio de Janeiro e militante de esquerda do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), destacou-se na militância política por denunciar abusos das forças policiais nas favelas e pela defesa dos direitos humanos.

A ativista e o motorista Anderson Gomes foram assassinados na noite de 14 de março de 2018, quando viajavam de carro pelo centro do Rio de Janeiro depois de participar num ato político com mulheres negras.

As autoridades brasileiras suspeitam do envolvimento de milícias, mas ainda não conseguiu descobrir quem ordenou e executou o crime.

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