“Citaria o Apóstolo Paulo e o seu claro e sábio mandamento, em Romanos 13, que diz que obedeçam às leis do Governo porque Deus as ordenou com o propósito da ordem”, disse Sessions numa conferência de imprensa sobre imigração, no estado do Indiana, espoletando a polémica ao utilizar a Bíblia para justificar estas ações.

Muito crítico, Stephen Colbert, anfitrião do The Late Show, convidou o procurador-geral norte-americano a ler um pouco mais à frente na mesma passagem, em Romanos 13-10, citando: "Ame o seu próximo como a si mesmo. O amor não pratica o mal contra o próximo. Portanto, o amor é o cumprimento da lei".

No mês passado, o procurador-geral anunciou um plano de “tolerância zero” para os imigrantes que atravessam a fronteira do México sem documentação.

“Estas ações tornaram-se necessárias devido ao aumento maciço de travessias ilegais nos últimos meses”, declarou, na altura, o antigo senador republicano do estado do Alabama, aludindo a números que apontam para um aumento de 55% do número de detenções na fronteira em relação ao ano passado.

Desde então, 650 crianças foram separadas dos pais na fronteira com o México, indicaram os Serviços de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA.

Jeff Sessions não foi, contudo, o único membro da Administração Trump a recorrer à Bíblia para justificar as duras políticas.

Na quinta-feira, a porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders, defendeu que é “bíblico fazer cumprir a lei”.

“A separação de famílias ilegais estrangeiras é produto das mesmas lacunas que os democratas se recusam a fechar, e essas leis são as mesmas e têm estado nos livros há mais de uma década, e o Presidente está simplesmente a reforçá-las”, concluiu Sanders.

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