A diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, confirmou esta quarta-feira a possibilidade de um surto de sarampo no hospital de Santo António, no Porto, com sete casos confirmados, sendo "expectável que mais alguns funcionários do hospital" estejam também infetados, admite.

Os cinco casos hoje confirmados juntam-se a dois que tinham sido notificados na terça-feira.

Em declarações na SIC Notícias, Graça Freitas disse ainda que há 15 profissionais de saúde a aguardar diagnóstico. Mais tarde, na RTP, a diretora-geral da Saúde indicou que os casos suspeitos podem ascender aos 32.

No ano passado, Portugal teve dois surtos simultâneos de sarampo (num total de 29 casos), que chegaram a provocar a morte de uma jovem de 17 anos.

A DGS lembra que o sarampo é uma das doenças infecciosas mais contagiosas, podendo provocar doença grave, principalmente em indivíduos não vacinados, explicando que atualmente se verificam surtos de sarampo em alguns países europeus devido à existência de comunidades não vacinadas.

Ontem, o Hospital de Santo António anunciava ter internado um profissional daquela unidade de saúde por suspeita de ter contraído sarampo. O hospital afirma ter procurado saber de outros casos, incluindo entre pessoal em folga, sendo que no final foram sinalizados “20 casos idênticos, todos em profissionais”, sublinhando, porém, não haver ainda qualquer confirmação de que se trata de sarampo, podendo ser uma outra virose.

Segundo aquela unidade de saúde, nesta terça-feira, 13 de março de 2018, "alguns profissionais do Hospital de Santo António, jovens adultos, apresentaram sintomas e sinais clínicos, de início agudo, incluindo exantema (rubor) cutâneo, febrícula (apenas alguns), mialgias e cansaço”.

Segundo o hospital, não havia, ontem, "nenhum doente com ligação epidemiológica conhecida com um caso confirmado de sarampo”, não sendo de excluir tratar-se “de uma outra virose”, já que “a apresentação clínica não é tão exuberante como habitualmente, designadamente com febre, prostração tosse, manchas da bochecha interna”.

Ainda, “não é provável um surto de sarampo manifestar-se com todos os casos num mesmo dia, atendendo à variabilidade individual dos períodos de incubação e de contágio”.

O hospital garante que “foram tomadas as medidas recomendadas para casos de sarampo” e que as autoridades locais e regionais de saúde Pública e a Diretora-Geral da Saúde foram informadas.

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