“A solução, hoje e como sempre, está também do lado da TAP e necessariamente da tutela”, salientou o sindicato, de acordo com um comunicado divulgado esta madrugada, depois do encontro com Pedro Nuno Santos, na quinta-feira.

“Em consequência, o SPAC aguarda, tão cedo quanto possível, o desfecho deste processo, no sentido de um acordo que defenda todos os interesses em presença: TAP, pilotos, contribuintes portugueses e os seus passageiros”, acrescentou.

O SPAC considerou que “contribuiu de forma construtiva na procura de consensos”, mas “nunca abdicará da defesa dos interesses e condições laborais dos seus associados”.

A audiência com o ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, serviu para discutir a recusa da TAP em permitir um plenário de trabalhadores nas instalações da empresa.

Em comunicado, divulgado na quarta-feira, o sindicato indicou que a TAP tinha recusado acolher o plenário “com base no alegado risco de não serem assegurados serviços essenciais e urgentes pelos pilotos, se a reunião tivesse lugar”.

No mesmo dia, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, pediu que se previnam “situações negativas” na TAP, “num período que é particularmente sensível, quando há um esforço de aproveitamento do fluxo turístico” para o país.

A TAP tinha anunciado, no domingo, que vai reduzir em 10% o corte que os pilotos sofreram nos vencimentos e aumentar o patamar a partir do qual aplicará reduções nos salários dos restantes trabalhadores.

Na segunda-feira, o SPAC acusou a TAP de “manipulação e propaganda” e garantiu que iria acionar “todos os mecanismos legais” para contestar o que dizem estar a ser “incumprido”.

A presidente da comissão executiva da TAP, Christine Ourmières-Widener, afirmou, na terça-feira, em conferência de imprensa, que a administração quer “manter uma boa relação com os sindicatos”, acrescentando esperar que haja “respeito dos dois lados”.

Questionada sobre uma eventual greve na TAP, Ourmières-Widener disse que a discussão com os sindicatos vai continuar e que “a administração está a fazer tudo para salvar a companhia” e que quer fazê-lo “com todos os trabalhadores”.

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