O jovem, de 17 anos, que se entregou no sábado nas instalações da Polícia Judiciária, em Lisboa, foi ouvido durante a tarde de hoje por um juiz no Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa, no Campus da Justiça, indiciado por um crime de homicídio qualificado.

O segurança, de 42 anos, foi baleado à porta da discoteca Barrio Latino, onde trabalhava. O homem acabou por morrer no Hospital de São José.

Entretanto, segundo uma nota publicada na página da internet da Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa, o arguido ficou sujeito à medida de coação mais gravosa, prisão preventiva, “por se verificar o perigo, em razão da natureza e das circunstâncias do crime, de perturbação grave da ordem e da tranquilidade públicas”.

A investigação prossegue dirigida pelo Ministério Público da 11.ª secção do Departamento de Investigação e Ação Penal de Lisboa, com a coadjuvação da Polícia Judiciária (PJ).

Em comunicado hoje divulgado, a PJ refere que os factos se registaram na via pública.

“Os factos ocorreram na passada sexta-feira, por volta das 13:00, na sequência de uma altercação entre diversos indivíduos no interior de um bar situado na zona de Santos, em Lisboa, tendo os elementos da segurança do estabelecimento encaminhado os clientes desavindos para o exterior”, indica a PJ.

Esta força policial de investigação acrescenta que “as desavenças entre os mesmos continuaram no exterior, vindo um dos elementos da segurança do estabelecimento a ser atingido mortalmente por um disparo de uma arma de fogo efetuado pelo detido”.

Uma fonte da PSP tinha dito anteriormente à Lusa que o segurança foi atingido na cabeça por um dos frequentadores da discoteca, o qual tinha sido expulso do estabelecimento depois de desacatos no interior. A PSP esclareceu que o segurança morto era portador de identificação oficial da atividade que exercia.

No sábado, a Câmara Municipal de Lisboa anunciou que iria restringir o horário da discoteca Barrio Latino, depois de um pedido da PSP e de ter constatado que aquele estabelecimento “tem em curso várias contraordenações de autos de notícias elaborados após fiscalização da Polícia Municipal”.

Também no sábado, o ministro da Administração Interna assegurou que o Governo está a trabalhar com a Câmara de Lisboa e as forças de segurança, de forma “concertada”, no caso da discoteca Barrio Latino.

Em novembro, o Ministério da Administração Interna (MAI) mandou encerrar a discoteca Urban Beach, situada próximo da Barrio Latino. A decisão surgiu na sequência de uma reunião com o presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina.

Na ocasião, o autarca explicou que a câmara apenas tem poderes para limitar horários nos estabelecimentos da cidade e não tem competência para encerrá-los.

A decisão do ministro Eduardo Cabrita surgiu após a divulgação de um vídeo com seguranças do estabelecimento a agredir dois jovens. A ordem de encerramento teve também por base as 38 queixas contra a discoteca Urban Beach apresentadas à PSP desde o início do ano por alegadas “práticas violentas ou atos de natureza discriminatória ou racista".

[Notícia atualizada às 19:28]

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