Vários profissionais ouvidos hoje pela Lusa reconhecem que a cada dia que passa é mais difícil, pelo cansaço e pelo dinheiro que se perde, mas nenhum admitiu a hipótese de abandonar o local, embora ao início da manhã o número de carros estacionados fosse inferior ao de sábado.

“Estamos um bocado cansados, mas estamos satisfeitos porque sabemos que a família hoje vem ter connosco. Além disso, criamos uma animação, para ajudar as pessoas e os familiares a passar este dia”, disse à Lusa Carlos Lima, vice-presidente da Federação de Táxis do Porto, frisando que “na segunda-feira, a luta continua”.

Segundo Carlos Lima, até segunda-feira os taxistas do Porto vão permanecer concentrados, e só depois se decide se continuam o protesto até quarta-feira.

“Não temos mais nada previsto, é só aguentar”, frisou, acrescentando estar “a tentar mentalizar as pessoas para resistir, porque mentalmente já está um bocado complicado”.

“Até eu já estou a sentir”, confessou.

Este dirigente disse ainda que “a noite correu bem”, congratulando-se por “não se ter verificado qualquer incidente”.

Os taxistas continuam hoje com concentrações em Lisboa, Porto e Faro contra a entrada em vigor, em 01 de novembro, da lei que regula as quatro plataformas eletrónicas de transporte em veículos descaracterizados que operam em Portugal – Uber, Taxify, Cabify e Chauffeur Privé.

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