Em declarações a jornalistas em Bruxelas, Moscovici, citado pela agência noticiosa francesa AFP, afirmou que “Trump pode ser uma oportunidade para a Europa, uma oportunidade para (a Europa) se erguer, para se unir, para se relançar”.

As declarações de Moscovici surgem depois de, na semana passada, o presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsseelbloem, também ter afirmado, à entrada para uma reunião de ministros das Finanças da zona euro, que já se consciencializou de que, à luz da eleição de Trump, a Europa estará por sua conta nos próximos anos, “e se calhar isso é bom”.

“Talvez seja disso que a Europa precisa para trabalhar realmente em conjunto, de uma forma melhor e mais produtiva”, disse então Dijsseelbloem.

Hoje, Moscovici defendeu a mesma ideia, apelando à união dos europeus: “É necessário que os europeus ‘cerrem fileiras’ (pois), só a união dos europeus pode evitar o declínio”.

Referindo-se em concreto à proibição de entrada nos Estados Unidos de refugiados e outros viajantes de países muçulmanos, decretada por Donald Trump, Moscovici disse só poder concordar com a chanceler Angela Merkel, afirmando que “o caráter antimuçulmano do decreto não é aceitável” e não está conforme aos valores “que fizeram a grandeza” dos Estados Unidos.

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