“Na sequência do trágico acidente com o voo ET302 da Ethiopian Airlines, envolvendo um Boing 737 MAX 8, a European Union Aviation Safety Agency [EASA] está a tomar todas as medidas necessárias para garantir a segurança dos passageiros”, pode ler-se no comunicado divulgado esta terça-feira.

Assim, “como medida de precaução”, diz a agência, “todas as operações de voo de todos os Boing modelo 737-8 MAX e 737-9 MAX na Europa” estão suspensas.

A partir das 20h (hora de Lisboa) todos os voos comerciais destas aeronaves estão suspensos.

Um número crescente de países e companhias aéreas decidiram suspender temporariamente os voos do Boeing 737 MAX 8 após o acidente, no domingo, de um aparelho da companhia Ethiopian Airlines deste modelo que provocou 157 mortes.

A Alemanha, o Reino Unido, a Austrália, Omã e Singapura uniram-se hoje a outros países, como a China, a Indonésia, a Coreia do Sul e a Mongólia que, já na segunda-feira, tinham tomado a decisão de proibir nos seus espaços aéreos voos daquele modelo da Boeing.

Entre as empresas que optaram por suspender os voos do Boeing 737 MAX 8 estão a Norwegian, a Aerolineas Argentinas, a Aeroméxico, a brasileira Gol, a indiana Jet Airways e a própria Ethiopian Airlines.

As ações da Boeing caíram na segunda-feira 5,33% na bolsa de valores de Wall Street, fazendo com que a sua capitalização no mercado tenha reduzido em quase 13 mil milhões de dólares. Os títulos do fabricante norte-americano caíram hoje 2% na abertura da bolsa de valores.

A Boeing indicou hoje que irá atualizar o software de controle de voo da aeronave 737 MAX para “torná-lo ainda mais segura” antes de abril, data limite que a Agência Federal de Aviação norte-americana (FAA, em inglês) impôs.

O Boeing 737 MAX da Ethiopian Airlines despenhou-se no domingo de manhã, poucos minutos depois de ter descolado de Adis Abeba para a capital do Quénia, Nairobi.

O acidente provocou a morte das 157 pessoas (149 passageiros e oito tripulantes) que seguiam a bordo.

As vítimas são de 35 nacionalidades e pelo menos 21 eram funcionários das Nações Unidas, alguns dos quais iam participar numa cimeira dedicada ao ambiente, em Nairobi.

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