A estrada que segue até à ponte internacional Francisco de Paula Santander, entre a Venezuela e a Colômbia, encontra-se com vidros e varas ao longo de vários metros.

Nesta localidade, as forças de segurança venezuelanas reuniram-se em confrontos com centenas de cidadãos, que exigiam a ajuda humanitária proveniente da cidade colombiana de Cúcuta.

A ponte, entre os dois países, permanece fechada, depois das ordens de Nicolás Maduro na última semana, quando exigiu o encerramento das fronteiras, dando resposta negativa à ajuda externa por considerar que se trata de um “show” político e que pode dar aso a uma invasão.

Os agentes das Forças Armadas Nacionais Bolivarianas (FANB) protegem com um piquete a entrada para a ponte Francisco de Paula Santander, embora hoje haja menos presença militar do que sábado.

Porta-vozes do Centro de Especialidades Médicas de Ureña, citados pela EFE, disseram que trataram mais de 100 feridos sem gravidade extrema.

Vários deles foram encaminhados para outros centros de saúde, de maneira a receber atendimento mais avançado devido à gravidade das lesões.

Por outro lado, algumas lojas localizadas nas ruas paralelas à ponte abriram as portas este domingo, mas a maioria dos lojistas decidiu manter os estabelecimentos fechados.

O comportamento das empresas é semelhante na cidade venezuelana de San Antonio del Táchira, onde a principal ponte, entre a Colômbia e Venezuela, Simón Bolívar, além de ter presença militar também é guardada por um grupo de civis armados, não permitindo a aproximação de jornalistas.

Em San Antonio del Táchira também há detritos e, ao contrário de ontem, a passagem entre esta cidade e Ureña já está aberta.

A chegada de ajuda humanitária à Venezuela ficou no sábado marcada por atos violentos, com camiões incendiados na fronteira com a Colômbia e outros a regressar ao Brasil, registando-se pelo menos quatro mortos em confrontos, e deserções das forças venezuelanas, tendo dois camiões de ajuda humanitária regressado ao território brasileiro após algumas horas no lado venezuelano.

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