“O caso é simples e não tem muito a ver com futebol. A história é antiga: homens que agridem e violam mulheres porque acham que se vão safar”, afirmou o promotor Timothy Cray, durante o julgamento, que decorre em Chester, Inglaterra.

Cray, descreveu Mendy e o outro homem que também está a ser julgado, como dois “predadores, prontos a cometer graves abusos contra jovens vulneráveis, aterrorizadas e isoladas”, admitindo que as vítimas podem ter visto os seus telemóveis confiscados quando foram à casa do jogador.

Depois de dois dias dedicados à escolha dos jurados e à organização das audiências, o julgamento de Mendy, acusado de oito violações, uma tentativa de violação, e um crime de abuso sexual, a sessão de julgamento de hoje foi reservada à pronúncia do ministério público.

Em maio, Benjamin Mendy declarou-se em tribunal inocente, negando qualquer culpa nos 10 crimes de que está acusado por seis mulheres, e que terão sido cometidos entre outubro de 2018 e agosto de 2021, na sua casa em Prestbury.

Depois de vários meses em prisão preventiva, Mendy, campeão mundial em 2018 e que tem contrato com o Manchester City, foi colocado sob supervisão judicial em meados de janeiro passado.

Mendy, que começou no Le Havre, passou pelo Marselha e depois esteve uma época no Mónaco, tornou-se, em 2017, o defesa mais caro da história, quando o Manchester City pagou 60 milhões de euros.

Em agosto passado, o Manchester City, clube no qual alinham os portugueses Rúben Dias, João Cancelo e Bernardo Silva, suspendeu o internacional francês, de 27 anos, sem dar qualquer explicação.

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