“The King of Beers”. Este era o slogan que num passado recente não deixava dúvidas quanto à identidade da cerveja que era líder no mercado norte-americano. Ainda hoje, por cá, em Portugal, talvez seja o nome mais reconhecido daquele continente. Só que a rainha das cervejas perdeu o seu lugar no trono, sendo que agora nem se encontra no trio principal das mais vendidas. Porém, ainda que assim seja, todo o mercado está a sofrer com a queda do consumo de cerveja. A questão que agora se levanta é: já se identificou a maleita que está na sua origem?

Os analistas acreditam que sim. Chama-se milliennials. A Budweiser, em tempos a cerveja mais vendida dos Estados Unidos, já não apresenta vendas para sequer fazer parte do TOP 3. 

Até 2001, era a cerveja mais vendida e a preferida dos norte-americanos, mas perdeu esse estatuto para a Bud Light. Em 2011, passados dez anos, foi relegada para a terceira posição, por troca com a Coors Light. Agora, as estimativas apontam para a sua saída do pódio. No entanto, ainda que a Miller Lite ocupe agora o bronze, as suas vendas também caíram. Apenas não tanto como as da "rainha das cervejas". Para fechar as cinco favoritas, está a Corona Extra. Os dados são revelados pela CNN.

Esta é a primeira vez que a famosa cerveja não ocupa um posto nas três primeiras posições das mais vendidas desde o final dos anos 70. E também a primeira vez que as três cervejas mais vendidas nos Estados Unidos são “Light”. 

No entanto, apesar da queda de vendas da Budweiser, que nasceu em 1876 sob a orientação de Adolphus Busch, a sua parente "levezinha", a Bud Light, criada em 1982, pertence ao mesmo grupo, o Anheuser-Busch InBev, uma multinacional formada em 2004, aquando da fusão da belga Interbrew e da brasileira Ambev.

Bloomberg, no ano passado, revelou que a Anheuser-Busch InBev NV, uma das maiores empresas cervejeiras do mundo, vendeu cerca de 14,4 milhões de barris de Budweiser nos Estados Unidos — algo que representa menos de um terço daquilo que a marca vendia, no seu pico, no final dos anos 80. E a Bud Light, apesar de ser a mais popular no país em volume, as vendas desceram 15% em relação ao valor mais alto registado, em 2008.

Uma das razões que levaram à redução das suas vendas é a aparente falta de interesse dos millennails no produto. Pelo menos, é o que os analistas acreditam. E se aqueles que fizeram parte da Geração X, durante os anos 80, ajudaram a cimentar a marca na liderança porque a esta comunicava e fazia parte do seu estilo de vida, a geração digital que nasceu entre 1980 e 2000, parece não ter a mesma ligação. É que segundo um inquérito, este grupo geracional, no que toca a recomendar a Budweiser, os milliennials têm menos propensão a fazê-lo do que a geração anterior.

Escreve a Business Insider que a indústria da cerveja está a sofrer de uma praga que os analistas caracterizaram como “a falta de interesse relativo” dos millennials. Algo que, acreditam, levou a venda da bebida descesse um ponto percentual no mercado norte-americano entre 2006 e 2007. Por seu turno, de acordo com um relatório da Nielsen, as vendas de vinho e bebidas espirituosas mantiveram-se iguais.

A cerveja é a bebida alcoólica mais popular a nível mundial, de acordo com o Statista. E mesmo que se retire o álcool da equação, a sua popularidade só fica atrás da água, chá e café. Em 2016, os Estados Unidos foram o segundo país no mundo que mais a produziram, ficando somente atrás da China. 

Historicamente, o conhecimento e consumo do líquido de cevada remonta ao tempo dos sumérios, egípcios, mas igualmente ao povo ibérico, desde, pelo menos, a 6000 a.C, de acordo com a revista TecnoAlimentar

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