Mesmo assim, em relação aos valores verificados em julho do ano passado, estes números representam uma queda de 26%, enquanto que nos sete primeiros meses nasceram 21.111 empresas, inferior em 39% face a idêntico período de 2019, refere a Informa D&B em comunicado.

As maiores quedas nos nascimentos surgiram nos setores que “sofreram mais com a pandemia e em que a atividade presencial é mais relevante”, nomeadamente, os serviços gerais, alojamento e restauração, transportes, construção e retalho, além dos serviços empresariais, lê-se na nota hoje divulgada.

O barómetro permitiu saber que foram fechadas 920 entidades em julho deste ano, número que se mantém abaixo do ano passado.

“A maior queda de encerramentos verificou-se em março e abril, mas desde maio os encerramentos voltaram a subir, embora estejam ainda aquém dos valores de 2019″, lê-se no comunicado, adiantando que nos primeiros sete meses deste ano encerraram 6.929 empresas, menos 23% que em igual período do ano anterior.

O documento revela que esta descida se verificou em todas as regiões e setores, com a exceção dos transportes, o único setor que teve mais encerramentos do que no mesmo período do ano passado, um aumento que é justificado pela subida dos encerramentos nas empresas de transporte ocasional de passageiros em veículos ligeiros.

Na totalidade do tecido empresarial registaram-se 1 .392 novas insolvências até julho, mais 4,2% face a igual período do ano passado (+56 casos), enquanto que em julho se observaram 214, ou seja mais 3,9 em termos homólogos.

O barómetro adianta que alguns setores apresentam mais casos de novas insolvências, mas com valores pouco acima do período homólogo, como é o caso das industrias com 376 novas insolvências, mais 21 casos do que no mesmo período do ano passado, e o alojamento e restauração com 165 novas insolvências, mais 53 do que o mesmo período de 2019.

“Estes valores ainda não são reveladores da situação real das empresas, em parte devido às medidas de apoio que o Estado português colocou à sua disposição, e ao facto de estes processos serem normalmente demorados e envolverem a atividade dos tribunais, que também foi afetada durante a pandemia”, justifica a Informa D&B.

O setor das indústrias, que reúne mais de um quarto do valor total das insolvências, juntamente com o retalho, grossistas e alojamento e restauração concentram quase dois terços do total das novas insolvências, conclui o barómetro.

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