Nos últimos 20 anos, a cooperação esteve praticamente interrompida, mas desde maio que voltou a ser estabelecida uma colaboração mais estreita, com a celebração de um acordo que está agora a "dar os primeiros frutos", afirmou o responsável.

A iniciativa surgiu na sequência de um encontro mundial de Caritas em Roma, onde os responsáveis aproveitaram para restabelecer a relação bilateral.

"Vamos contar com o apoio da Caritas de Macau para projetos internos, nomeadamente no apoio a desempregados", indicou Eugénio Fonseca, referindo-se a iniciativas previstas para Portugal.

A Caritas de Macau está também disposta a financiar projetos para ensino do mandarim, seja para chegar a novos alunos ou para ajudar os que têm dificuldades, acrescentou.

Eugénio Fonseca sublinhou que em Macau não há, neste momento, necessidade de intervenção por parte da Caritas Portuguesa.

A Caritas de Macau tem mais fundos, de acordo com o dirigente, e está disponível para ajudar igualmente as congéneres de São Tomé e da Guiné, que "são paupérrimas".

O objetivo é ajudar na capacitação das estruturas para candidatarem projetos e obterem fundos.

Eugénio Fonseca atribuiu à distancia geográfica e à escassez de meios da Caritas de Portugal a interrupção da cooperação com Macau nos últimos 20 anos.

Porém, no início de janeiro fará uma deslocação ao território chinês, de onde tenciona trazer desenhados "projetos mais concretos".

A Caritas foi fundada em 1945 em Portugal e em 1951 em Macau, de acordo com informação institucional publicada online.

AH // PJA

Lusa/fim

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