O acordo, que já recebeu luz verde dos Estados Unidos, Canadá, Brasil e África do Sul, vai ser concluído nos próximos dias, finda a deliberação e viabilização do negócio por parte da União Europeia, esclareceu Brad Smith, presidente e diretor jurídico da Microsoft.

"Com este processo de regulamentação concluído podemos fundir duas grandes empresas e podemos agora colocar o foco em questões mais amplas para o futuro", disse Smith em comunicado.

De acordo com a Reuters, a empresa norte-americana está a fazer uma aposta forte para aumentar o seu espólio de serviços ao adquirir parte integrante do conjunto de vendas, marketing e serviços de recrutamento do LinkedIn, de forma a competir com rivais na próxima geração na área da computação.

O LinkedIn gera a maior parte dos seus três mil milhões de receitas anuais através dos "caçadores de talento" fixos na rede, que pagam para atuar dentro dos seus nichos de interesse.

A Comissão Europeia, que havia expressado preocupações com o negócio numa reunião com responsáveis da Microsoft em novembro, justificou a sua decisão com a importância das redes no seio profissional e na liberdade de escolha que esta permite.

"Estas redes são importantes para os profissionais, para estes se conectarem, interagirem e encontrarem novas oportunidades de carreira. A decisão de hoje garante que os europeus vão continuar a desfrutar de uma liberdade de escolha entre as redes sociais profissionais", disse a Comissária Europeia da Concorrência Margrethe Vestager.

Para garantir a aprovação da União Europeia, a Microsoft vai deixar os rivais do LinkedIn ter acesso ao seu programa de add-in do Office, crucial para integrar os serviços dos seus programas Excel, Outlook, Word e PowerPoint.

A Microsoft vai permitir também que os fabricantes de computadores tenham a opção de instalar ou remover LinkedIn no seu sistema operativo Windows, assim como vai fornecer aos concorrentes o acesso ao Microsoft Graph para programadores. Estas normas vão estar em vigor na Europa por um período de cinco anos.

A plataforma LinkedIn já havia aceite uma proposta de compra no valor de 26 mil milhões de dólares por parte da Microsoft, naquela que já é a maior aquisição de sempre da empresa de Satya Nadella.

A LinkedIn é uma rede social de profissionais com mais de 400 milhões de utilizadores.

A empresa norte-americana Salesforce, também interessa da no LinkedIn, pediu aos reguladores que não baixem a guarda com a Microsoft. "Dado o historial da Microsoft e os monopólios existentes, é necessário que as autoridades da concorrência estejam vigilantes e operem de forma a promover a concorrência", disse a empresa em comunicado.

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