A Alibaba Pictures, uma subsidiária do grupo Alibaba, comprou uma posição minoritária na Amblin Partners, empresa de criação de conteúdo para cinema, que inclui os estúdios DreamWorks e é detida por Spielberg.

O negócio permitirá às empresas cofinanciar e coproduzir filmes para as audiências chinesa e estrangeira, detalhou o Alibaba em comunicado.

A subsidiária do Alibaba terá também um lugar no conselho de administração da Amblin.

Os valores do negócio não foram revelados.

Numa conferência de imprensa em Pequim, este domingo, Spielberg disse que a parceria vai permitir "trazer mais da China para os Estados Unidos da América e levar mais dos EUA para a China", refere o comunicado.

Jack Ma observou que, apesar dos EUA e China "terem diferenças culturais", a empresa vai "focar em histórias humanas e servir de ponte entre os dois países".

A parceria permitirá à Amblin colocar os seus filmes nas plataformas 'online' de transmissão de vídeo do grupo Alibaba, como o Youku Toudu, o Youtube chinês.

Trata-se do mais recente negócio com capital chinês em Hollywood, num fluxo iniciado pelo grupo Wanda.

Em 2012, o Wanda adquiriu a empresa norte-americana AMC Entertainment, proprietária da segunda maior cadeia de cinemas dos EUA e da britânica Odeon & UCI Cinemas, presente no mercado português, onde é o segundo maior distribuidor.

No início do ano, anunciou a compra da Legendary Entertainment, produtora de filmes como "Jurassic World" e "Godzilla", por 3.500 milhões de dólares (3.240 milhões de euros).

A importação de filmes, na China, é monopólio do Estado e está sujeita a cotas. Normalmente, o país mais populoso do mundo importa apenas 34 filmes por ano, a maioria dos quais norte-americanos.

Para contornar aquela restrição, os estúdios de Hollywood têm procurado parcerias com empresas locais.

"Existe muito dinheiro chinês a entrar em Hollywood e muita gente propõe-nos parcerias", disse a presidente do Alibaba Pictures, numa entrevista publicada no site da empresa.

"As empresas veem-nos como fonte de capital e uma forma de aceder ao mercado chinês", explicou.

As receitas do cinema na China bateram, em 2015, um novo recorde ao superar 40.000 milhões de yuan (5.340 milhões de euros), um aumento superior a 48%, em comparação com o ano anterior.

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