“Ouvi o líder do principal partido da oposição ontem mesmo [sábado] a atacar as sondagens, porque as sondagens continuam a dar o PS como o grande partido da confiança dos portugueses e o primeiro-ministro como aquele que é um dos políticos que maior confiança suscita na apreciação dos portugueses”, apontou José Luís Carneiro que falava durante a apresentação da candidatura do PS à Câmara de Mondim de Basto, encabeçada por Paulo Mota.

No Twitter, o presidente do PSD, Rui Rio, escreveu “No campeonato das sondagens, o PS soma escândalos atrás de escândalos, mas acaba sempre a somar pontos. E você, ainda acredita em sondagens?”.

“Não são as empresas de sondagens que têm culpas, não são os técnicos das empresas de sondagens que têm responsabilidades, a verdadeira responsabilidade por estes resultados de reconhecimento público daquilo que tem vindo a ser feito é mesmo do maior partido da oposição que, até hoje, não foi capaz de apresentar ao país algo que se parecesse com uma alternativa política para servir Portugal e para servir os portugueses”, afirmou o secretário-geral adjunto do PS.

Para José Luís Carneiro, “razão tinha” Miguel Poiares Maduro, antigo ministro do Governo de Pedro Passos Coelho, quando dizia, numa entrevista recente, que o “PSD está a padecer daquela aliança espúria que fez nos Açores com um partido radical de direita e que o PSD tem de, uma vez por todas, clarificar aquilo a que vem e se continua ou não a ser um partido social-democrata ou se, afinal, quer transitar para um partido de extremismo de direita”.

“Nós sabemos bem o que queremos para o país. Nós queremos aproveitar o Plano de Recuperação e Resiliência e o quadro financeiro plurianual para investir nas políticas de habitação, para investir no combate aos desafios da demografia, para fazer face aos desafios do clima que nos estão a surpreender, como se vê em toda a Europa e em todo o mundo”, frisou.

José Luís Carneiro apontou ainda a aposta “nas políticas de transportes e de mobilidade, no Serviço Nacional de Saúde, na valorização da escola pública, no combate à pobreza e às desigualdades”.

“Esse é o caminho que estamos a fazer no país e esse também é o caminho que o Paulo Mota quer fazer em Mondim de Basto e vai contar com todo o apoio do PS e com o apoio do secretário-geral do PS e primeiro-ministro de Portugal, António Costa, para por em pratica os seus ideais de município e o seus ideais de desenvolvimento para esta região”, sublinhou.

Paulo Mota, vice-presidente da câmara de Mondim de Basto, no distrito de Vila Real, encabeça a lista àquela autarquia liderada pelos socialistas desde 2009.

O candidato lembrou a dívida herdada em 2009 de 20 milhões de euros, que condicionou a atividade no município, referiu que em 2022 a câmara ganha “autonomia financeira” e anunciou novos investimentos a nível de infraestruturas, como as acessibilidades e uma piscina municipal coberta, bem como o reforço no apoio à natalidade.