Em comunicado, o CENA-STE afirma que os trabalhadores da empresa, que produz para televisão, farão até ao fim do ano "uma greve diária a partir da oitava hora de trabalho" nas instalações da Plural, em Bucelas e em Barcarena.

O sindicato ressalva que "atendeu à suspensão da greve até dia 06" de fevereiro devido à disponibilidade manifestada pela administração para voltar às negociações.

A greve, cujo pré-aviso foi apresentado no passado dia 24, abrange todos os trabalhadores "em todos os turnos, nas instalações ou em exterior", por causa do incumprimento do acordo celebrado com o sindicato em 2018 e por causa da "falta de resposta da administração" para continuar a negociar depois de uma greve parcial realizada em janeiro.

O sindicato e os trabalhadores reclamam condições para "realizar o trabalho de produção de conteúdos de ficção em jornadas horárias que permitam uma vida digna, com respeito pelo tempo de descanso, pelo acompanhamento familiar e pela subsistência económica".

Em janeiro, os trabalhadores da Plural fizeram uma greve parcial que levou a que a maioria das equipas de gravação deixasse de trabalhar no horário marcado para a paralisação nos primeiros dias.

De acordo com o coordenador do Sindicato dos Trabalhadores do Espetáculo, do Audiovisual e dos Músicos (CENA-STE), Hugo Barros, nos primeiros três dias da paralisação (terça, quarta e quinta-feira), “praticamente todas” as equipas de gravações da empresa de criação de conteúdos televisivos Plural Entertainment estiveram “paradas por causa da greve, na hora da greve”.

Na sequência dessa greve, a administração da empresa garantiu à Lusa que “não só” cumpre o acordo “como entende ser premente encontrar uma solução organizativa satisfatória para todas as equipas, o que aliás tem vindo a fazer de forma continuada ao longo dos últimos anos, ouvindo e esclarecendo os seus colaboradores”.

Em março de 2018 foi formalizado e assinado um acordo entre a administração da Plural Entertainment e o CENA-STE “para a melhoria das condições de trabalho e salariais”, ainda em 2019, dos trabalhadores daquela empresa de criação de conteúdos televisivos.