A Haus der Berliner Festspiele é o cenário central do festival que marca presença em toda a capital alemã, com diversos eventos, e conta na sua programação com nomes como os da italiana Francesca Melandri, do canadiano Michael Ondaatje ou o indiano Vivek Shanbhag.

A programação do festival visa apresentar “autores de renome e menos conhecidos na Alemanha, bem como debater temáticas de relevo, através de obras literárias”, segundo a organização.

O festival, no qual participam 200 autores de 50 países, conta com seis eixos essenciais: “Decolonizing Wor:l:ds” (“Descolonizando mundos”, num trocadilho entre o termo “mundo” e “palavra”, em inglês), “Escrita de Natureza”, “A Arte da Culinária”, “A Política das Drogas”, “A Evolução da Cultura Humana” e o congresso “O que vem depois do estado-nação?”.

Francisco Sousa Lobo, nascido em 1973 em Moçambique, participa no dia da Novela Gráfica, agendado para 09 de setembro, cujo painel de participantes resulta de uma curadoria do alemão Lars von Törne, com as presenças de Paula Bulling (Alemanha), Liu Jing (China), Mazen Kerbaj (Líbano/Alemanha), Eric Lambé (Bélgica), Philippe de Pierpont (Bélgica), Leopold Maurer (Áustria), Athanassios Petrou (Grécia) e Liv Strömquist (Suécia).

O discurso da cerimónia de abertura cabe à escritora e jornalista austríaca Eva Menasse, autora sem obra ainda editada em Portugal, que foi jornalista do jornal alemão Frankfurter Allgemeine Zeitung e cujo primeiro romance, “Vienna” (2005), foi finalista, em 2007, do Independent Foreign Fiction Prize, no Reino Unido.

A cerimónia de inauguração conta ainda com um recital pelo pianista russo Igor Levit, ao qual se segue o escritor alemão Burghart Klaußner que lerá excertos do seu romance “Vor dem Anfang” (“Antes do Começo”), que será o primeiro livro a ser apresentado neste 18.º Festival Internacional de Literatura.

A escritora nigeriana Akwaeke Emezi apresentará a tradução de sua novela “Freshwater” e Dima Wannous (Síria/Líbano) a do seu livro “Die Verängstigten” (“Os Assustados”).

O participante português, Francisco Sousa Lobo, vive em Londres desde 2005, onde se doutorou em Artes, no Goldsmiths College. Sousa Lobo estudou arquitetura e faz parte da Ordem dos Arquitetos, mas desde 1980 que se dedica Banda desenhada.

Como artista plástico expôs em Inglaterra e Portugal. Entre outras edições, participou na ‘zine’ (edição autofinanciada de limitada circulação) “Mesinha de Cabeceira/CapitãoCrica Ilustrada” e no “Zona de Desconforto”. Em 2013 editou o livro “The Dying Draughtsman – O Desenhador Defunto”.

Em 2015, publicou “The Care of Birds / O Cuidado dos Pássaros”, romance gráfico vencedor do concurso “Toma lá 500 paus e faz uma BD!”.