O estado de emergência em que o país ainda está, com as regras de confinamento para combater a propagação da covid-19, obrigaram as duas centrais sindicais a cancelar as comemorações que tinham previstas para assinalar o 1.º de Maio e a optar por iniciativas mais adequadas à situação.

A UGT vai evocar a data com uma ‘maratona’ de vídeos com depoimentos de sindicalistas da central e de estruturas sindicais estrangeiras, e o seu secretário-geral, Carlos Silva, usará também este meio para falar aos trabalhadores.

A CGTP entendeu que a atual situação laboral exigia ações de denúncia e encontrou soluções para comemorar o 1.º de Maio na rua, em menos localidades e com pouca gente, de modo a respeitar o distanciamento.

Lisboa e Porto serão, como habitualmente, os principais pontos das comemorações, mas sem as emblemáticas manifestações e desfiles.

As estruturas da Inter mobilizaram apenas dirigentes e ativistas sindicais para garantir o distanciamento de segurança e consideram que estes estarão na rua em representação de todos os trabalhadores para afirmar as suas reivindicações nesta fase de pandemia.

Em Lisboa, o 1.º de Maio da CGTP-IN é comemorado, como é tradição, na alameda Afonso Henriques, mas sem multidão, faixas reivindicativas ou tasquinhas.

A secretária-geral, Isabel Camarinha, fará a sua intervenção político-sindical naquele local, ao início da tarde, acompanhada, com a devida distância, pelos restantes elementos da Comissão Executiva da Inter.

No amplo relvado da alameda estarão apenas sindicalistas, que vão ocupar lugares previamente marcados no solo, com quatro metros de intervalo, empunhando pancartas e bandeiras sindicais.

Este ano, a luta da CGTP no Dia do Trabalhador será pela proibição de todos os despedimentos, pela garantia do pagamento da retribuição total a todos os trabalhadores e por mais e melhores apoios às famílias e aos trabalhadores.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 227 mil mortos e infetou quase 3,2 milhões de pessoas em 193 países e territórios.

Em Portugal, morreram 989 pessoas das 25.045 confirmadas como infetadas, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

O país está a terminar o terceiro período de 15 dias de estado de emergência, iniciado em 19 de março, e as deslocações entre concelhos estão proibidas neste fim de semana prolongado.

Mas os sindicalistas estão autorizados a deslocar-se para participar nas iniciativas do Dia do Trabalhador.

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