O desfile, organizado pela Associação 25 de Abril, saiu da praça do Marquês de Pombal por volta das 15:30 rumo ao Rossio e muitas pessoas tinham cravos vermelhos, o símbolo da revolução que derrubou a ditadura de mais de 40 anos.

De cravo ao peito ou na mão, o desfile foi composto por várias as gerações, juntando desde crianças a adultos de todas as idades.

Ao som de músicas de intervenção como Grândola Vila Morena, os participantes gritaram palavras de ordem como "Fascismo nunca mais, 25 de abril sempre" e "Abril está na rua, a luta continua".

No início do desfile foram colocados dois chaimites, carros de combate que foram utilizados pelos militares que chegaram a Lisboa na madrugada de 25 de Abril de 1974 e que fizeram as delícias dos muitos turistas que por ali passavam.

Várias organizações sindicais e partidárias aproveitaram a descida da Avenida da Liberdade para empunhar várias faixas, umas alusivas à comemoração da data e outras mais reivindicativas.

Além das habituais palavras de ordem "25 de Abril, sempre. Fascismo nunca mais" e "viva o 25 de Abril, dia da liberdade", em alguns cartazes lia-se "o 25 de Abril não morreu, nem morrerá. Não às PPP" [parcerias público privadas] e "a banca escraviza", “propinas zero”, “salários justos”.

No Rossio, local onde cerca de duas horas depois terminou o desfile, foi lido um apelo à participação subscrito por várias organizações sindicais, políticas e independentes.

O texto lembrou as “ofensivas graves, ao nível da precarização do trabalho, os ataques aos serviços públicos e às funções sociais dos Estado”.

“No momento em que na Europa e no mundo estão a sugerir perigosos movimentos de cariz neofascista, as comemorações dos 45 anos de Abril devem também ser um movimento de afirmação dos valores de cooperação, paz e solidariedade”, destacava o texto.

[Notícia atualizada às 19h40]

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