No ano passado, os estudantes do 9.º ano realizaram mais de 184 mil exames nacionais a Português e Matemática e a média de todas as provas foi de 3,03 valores (numa escala de zero a cinco), segundo uma análise feita pela Agência Lusa a dados disponibilizados pelo Ministério da Educação.

No entanto, a maioria dos estabelecimentos de ensino “reprova” quando se faz a média das notas nos exames dos alunos internos de cada escola: num universo de 1.242 escolas, 52% tiveram média negativa, contra 47% positivas.

Apesar dos baixos resultados, quando comparado com o ano anterior, regista-se uma ligeira melhoria, já que as escolas com média positiva subiram de 43% para 47%, mantendo assim uma tendência que já se vinha registando nos últimos tempos.

As escolas privadas voltaram a liderar a tabela da Lusa que prioriza apenas os melhores resultados nos exames e, este ano, o primeiro lugar é ocupado pelo Externato Escravas Sagrado Coração de Jesus, no Porto, seguindo-se o Externato As Descobertas, em Lisboa, e o Colégio Cedros, em Vila Nova de Gaia.

A primeira escola pública volta a surgir em 20.º lugar, à semelhança do que aconteceu no ano passado, mas agora é ocupado pela Escola Artística de Música do Conservatório Nacional, em Lisboa.

Em segundo lugar surge a Escola Artística do Conservatório de Música Calouste Gulbenkian, em Braga (40.º lugar do ‘ranking’ geral), e em 3.º a Escola Básica Vasco da Gama, em Lisboa (46.º lugar do ‘ranking’ geral).

Nesta lista destaca-se ainda a Escola Artística do Conservatório de Música do Porto, que aparece em 9.º lugar das públicas e em 73.º lugar do ‘ranking geral’, sendo a escola de música com pior média nacional, mas, mesmo assim, bem posicionada numa tabela de 1.242 estabelecimentos de ensino.

No ranking geral, que junta colégios e escolas públicas, aparecem outras escolas dedicadas ao ensino da música: o 11.º lugar é ocupado pelo Conservatório de Música de Barcelos, o 14.º pertence à Escola de Música de São Teotónio, em Coimbra, e em 23.º surge a Academia de Música de Vilar Paraíso, em Vila Nova de Gaia.

No ano passado, a maioria das escolas voltou a ter média negativa nas provas de Matemática e Português, mas esta é uma realidade que não se aplica aos colégios: Se 59% das escolas públicas “chumbaram”, entre os privados foram apenas 15% das instituições.

Alunos têm pior desempenho a Português e 37% das escolas "chumbam"

A média nacional dos exames de Português do 9.º ano desceu de 3,39 para 3,11 valores (numa escala de zero a cinco) entre 2018 e 2019, segundo uma análise realizada pela Lusa tendo por base as notas de 91.553 alunos internos que realizaram a prova no verão do ano passado.

O desempenho mais fraco dos estudantes revelou-se também na quantidade de escolas que conseguiu que a média das notas de todos os seus alunos fosse positiva: mais de uma em cada três (37,5%) “chumbou”, enquanto no ano anterior eram apenas 10%.

Num universo de 1240 escolas, apenas 774 (62,4%) teve média positiva, voltando os primeiros lugares da tabela elaborada pela Lusa a serem ocupados por colégios e o primeiro estabelecimento de ensino público a surgir apenas em 19.º lugar.

O Externato Escravas Sagrado Coração de Jesus, no Porto, o Colégio dos Plátanos, em Sintra, e o Externato As Descobertas, em Lisboa, ocupam os três primeiros lugares com uma média superior a 4 valores.

Os 28 alunos da Escola Artística de Música do Conservatório Nacional, em Lisboa, conseguiram a melhor média entre os estudantes do ensino público (3,92 valores), seguindo-se a Escola Secundária Infanta Dona Maria, em Coimbra (33.º lugar do ‘ranking’ geral), e a Escola Artística do Conservatório de Música Calouste Gulbenkian, em Braga (46.º do ‘ranking’ geral).

A região de Lisboa também se destaca pela negativa, sendo aí que se situa a maior parte das dez escolas frequentadas pelos alunos que tiveram mais dificuldades com a prova de Português, segundo o ‘ranking’ da Lusa.

Alunos melhoram a Matemática mas 59% das escolas reprovam

As notas a Matemática melhoraram no ano passado mas, mesmo assim, a média dos exames nacionais realizadas por 92.504 alunos continua a ser negativa, segundo uma análise feita pela Agência Lusa a dados solicitados ao Ministério da Educação.

No ano passado, a média dos exames do 9.º ano foi de 2,95 valores (numa escala de zero a cinco), o que representa uma melhoria em relação a 2018, quando a média foi de 2,61 valores.

Das 1.240 escolas que levaram alunos a exame, apenas 510 conseguiram que a média dos resultados fosse positiva (41%). Ou seja, 59% dos estabelecimentos de ensino “chumbou”, o que mesmo assim revela uma melhoria significativa quando comparado com o ano anterior (80,1%).

As escolas privadas voltam a liderar a tabela elaborada pela Lusa, com o primeiro estabelecimento de ensino público a surgir apenas em 29.º lugar.

Os alunos da Escola Artística de Música do Conservatório Nacional, em Lisboa, foram responsáveis por colocar a sua escola em 1.º lugar do ‘ranking’ dos estabelecimentos de ensino público ao conseguirem uma média de 4,21 valores.

Esta escola destacou-se também na prova de Português, conseguindo por isso ser a pública mais bem classificada no ‘ranking’ que junta as duas disciplinas de exame do 9.º ano.

No ‘ranking’ geral das melhores médias a Matemática os primeiros lugares são ocupados pelo Colégio Cedros, em Vila Nova de Gaia, Externato As descobertas, em Lisboa, e o Externato Escravas Sagrado Coração de Jesus, no Porto, todas com médias superiores a 4,5 valores.

No geral, as raparigas continuam a ter melhores resultados a Matemática: tiveram uma média de 3 valores, enquanto os rapazes obtiveram 2,89, segundo uma análise da Lusa às mais de 180 mil provas realizadas.

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