“É politicamente relevante o facto de pela primeira vez a Lista A ter tido menos votos do que a soma dos votos das listas opositoras: isto quer dizer que Tomás Correia já não conta com o apoio expresso eleitoralmente da maioria dos associados da AMMG e deveria tirar consequências desse facto”, avança em comunicado a Lista C, liderada por António Godinho.

Considerando “verdadeiramente extraordinário” o resultado obtido “tendo em conta todas as condicionantes conhecidas do processo eleitoral”, a Lista C ficou “apenas a 6,8 pontos percentuais da lista de Tomás Correia”, sublinha.

“Estas eleições não foram nem justas, nem democráticas”, acrescenta a Lista C, afirmando que “entre as várias irregularidades” está o fato de “a comissão eleitoral ser composta maioritariamente” por membros da lista vencedora.

Por sua vez, a Lista B de Fernando Mendes Ribeiro salienta em comunicado que a participação dos associados “registou uma das taxas mais baixas de sempre, de menos de 10% do corpo eleitoral, o que constitui manifestação incontornável da desconfiança que está instalada no Montepio”.

“A lista vencedora das eleições obteve maioria relativa que sinaliza a extensão do sentimento de rejeição da atual liderança, partilhado pela esmagadora maioria dos votantes”, afirma a lista de Ribeiro Mendes.

A Lista B “obteve um resultado que ficou abaixo das expectativas”, com 21% dos votos validamente expressos, diz ainda.

“Os candidatos da Lista B levaram por diante esta campanha eleitoral em condições extremamente difíceis, marcadas por decisões controversas impostas pela maioria afeta à Lista A na comissão eleitoral, dificultando o esclarecimento dos associados, o que muito terá contribuído para um aumento da abstenção”, considera a candidatura de Ribeiro Mendes.

António Tomás Correia venceu sexta-feira as eleições da AMMG, à frente da lista A, com 43,2% dos votos, disse à agência Lusa fonte ligada à lista.

A lista C, liderada por António Godinho, ficou em segundo lugar, com 36,3% dos votos, e a lista B de Fernando Ribeiro Mendes em terceiro, com 20,5% dos votos. Os dois candidatos juntos obtiveram assim mais de 56% dos votos.

As eleições destinavam-se a escolher os dirigentes para os órgãos sociais da AMMG para o triénio 2019/2022.

A Associação Mutualista Montepio Geral é o topo do grupo Montepio e tem como principal empresa subsidiária a Caixa Económica Montepio Geral, que desenvolve o negócio bancário.

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