“A escola instaurou um processo disciplinar ao aluno que na véspera havia protagonizado um momento de desacato”, refere uma informação enviada pela tutela à Lusa, acrescentando que “o policiamento junto à escola foi reforçado e os serviços do Ministério da Educação têm estado em contacto permanente com a direção do estabelecimento escolar”.

Hoje, o Comando Metropolitano de Lisboa (Cometlis) anunciou que uma mulher de 32 anos foi detida na quarta-feira, na freguesia de Campo de Ourique, em Lisboa, suspeita do crime de “ofensas à integridade física” a uma professora.

Segundo o Cometlis, a suspeita é “mãe de um aluno” que frequenta uma escola em Campo de Ourique e terá agredido uma professora de 54 anos devido a “um conflito entre alunos no dia anterior [terça-feira]” e que “teria levado a uma agressão” do filho da suspeita pela docente.

A PSP adianta que encontrou a professora “no chão a ser auxiliada por testemunhas”, enquanto a alegada agressora, “juntamente com um familiar”, se dirigia à vítima “de forma agressiva”.

A docente foi transportada para um hospital “dado padecer de outras complicações que podem ter sido afetadas devido à agressão”.

O Ministério da Educação reitera que “repudia veementemente todas as formas de violência, em particular em ambiente escolar, convidando todos para uma atitude proativa de prevenção de comportamentos violentos e de desrespeito”.

O ministério de Tiago Brandão Rodrigues lembra que pela “ofensa à integridade física a um docente ou membro da comunidade escolar, no exercício das suas funções ou por causa delas, está indiciada a prática de um crime de ofensa à integridade física qualificada, o qual tem a natureza de crime público”.

“Perante a notícia do crime, o Ministério Público deve avançar com abertura de inquérito, sem necessidade de queixa”, adianta a tutela, observando que “a criminalidade em ambiente escolar é também ela considerada, desde 2017, de prevenção e investigação prioritária, de acordo com a lei de política criminal”.

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