Realizadas no âmbito da atividade pedagógica de formação pré e pós graduada dos estudantes, as consultas estão abertas para "qualquer pessoa" que queira dirigir-se às instalações da faculdade e ser atendida nas diversas áreas de especialidade, disse à Lusa o professor Pedro Gomes, que é membro do Conselho Executivo da FMDUP.

Por dia são realizadas aproximadamente 150 consultas, "número que tem vindo a aumentar" devido "à procura crescente por parte da sociedade", acrescentou a fonte.

Os alunos da pré-graduação (quarto e quinto anos do curso) realizam os tratamentos "normalmente associados ao médico dentista generalista", enquanto as várias atividades clínicas da pós-graduação são desenvolvidas por licenciados ou mestres, que procuram complementar a sua formação numa área específica.

"Todos os tratamentos são realizados de forma tutelada", indicou o professor, sendo os alunos "supervisionados pelos docentes da respetiva especialidade" durante os procedimentos.

De acordo com Pedro Gomes, o custo dos tratamentos na faculdade é "significativamente inferior" ao preço praticado nas clínicas privadas, sendo a consulta mais barata cerca de oito euros.

A FMDUP presta cuidados especializados, no âmbito da prótese, da cirurgia, da implantologia, da endodontia (desvitalização) e da ortodontia (especialidade que corrige a posição dos dentes e dos ossos maxilares posicionados de forma inadequada).

Disponíveis estão também as consultas de odontopediatria, área dedicada à manutenção da saúde oral das crianças. Faz-se ali atendimento a pacientes com necessidades especiais, como por exemplo portadores de Síndrome de Down.

Maximiano Silva, residente em Vila Nova de Gaia, frequenta a clínica da FDMUP "há imensos anos". Acredita que é nas faculdades que "está o expoente máximo da tecnologia" e, como tal, sente-se ali "bem servido" e "confortável nas mãos dos alunos".

O mesmo acontece com Maria Gomes, do Porto, que há 12 anos é atendida pelos estudantes de Medicina Dentária, com os quais realizou "vários tipos de tratamento".

"Já fui a clínicas privadas, mas são mais dispendiosas e o serviço é igual", indicou a paciente, que teve conhecimento das consultas por uma colega, acrescentando que não troca "este serviço por nada".

Para Diogo Soares, que frequenta o quinto ano do mestrado integrado, "sem esta vertente prática é impossível" ir "para o mercado de trabalho".

"Fazemos todo o tipo de tratamentos", disse o estudante, que espera, no final deste ano letivo, ter reunidas as condições para desempenhar o seu trabalho "da melhor forma possível".

Também para a sua colega Inês Silva, do mesmo ano, esta vertente prática "é essencial" para que os alunos saiam preparados.

A estudante de Chaves, que fez intercâmbio no Brasil e tem uma predileção pela área da oclusão, que "mexe muito com o stresse das pessoas", atende cerca de quatro pacientes por dia, facto que se verifica com os restantes alunos.

Segundo o professor Pedro Gomes, a FMDUP tem "vários protocolos com instituições, no sentido de dar resposta a algumas solicitações que têm vindo a ser colocadas", passando um desses projetos pela criação de um serviço de urgência que funcione 24 horas por dia.

Atualmente, a clínica da faculdade funciona entre as 09:00 e as 13:00 e das 14:00 às 18:00, horário que pretendem alargar até às 20:00, de forma a "aumentar a capacidade de resposta" face à lista de espera e às necessidades de formação dos estudantes, que é "o objetivo de base".

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