Ana Gomes, militante do Partido Socialista, considera que uma maioria absoluta nas próximas eleições é "difícil". É contra um Bloco Central e acredita que a solução de governo deve ser à esquerda. No entanto, avança que se o PSD ganhar a de 30 de janeiro -"o que duvido" -, o PS poderá até acordar fazer passar os orçamentos de uma coligação à direita, desde que esta se comprometa a não incluir o Chega.

Foi há quase um ano que a antiga deputada europeia pediu a ilegalização do Chega, com base numa análise do programa do partido que, insiste, tem propósitos "anti-democráticos" e "anti-constitucionais". "Não desisti de ver os senhores juízes do Tribunal Constitucional assumirem as suas responsabilidades", afirma, acusando-os de terem feito uma análise superficial, ao contrário do que pede a lei.

Admite que em setembro poderemos estar de novo em eleições, já que o presidente da República não aceitará uma situação governativa instável. E, nesse caso, será possível ter de encontrar uma solução provisória.

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Assume que, por ter governado mais anos, o PS tem mais responsabilidades no estado do país, mas lembra que "para haver bom governo tem de haver boa oposição".

Ri-se por lhe chamarem "maluquinha de Arroios", mas congratula-se pelo papel que tem tido a colaborar com a justiça na luta contra a corrupção. E receia que a falta de transparência na aplicação dos fundos que aí vêm possa deitar tudo a perder: "É obrigatório garantir que os projetos a que o dinheiro vai ser afeto são os que melhor garantem os interesses do país".

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