O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, convidou o Reino Unido a organizar esta reunião especial em reconhecimento pelo papel significativo do país na história da organização, tendo Londres recebido a primeira sede antes de ser transferida para Bruxelas.

O Reino Unido foi um dos 12 países fundadores, em 1949, juntamente com Portugal, EUA, Canadá, França, Itália, Holanda, Noruega, Dinamarca, Bélgica, Islândia e Luxemburgo.

Na cimeira vão estar também representados Alemanha, Albânia, Bulgária, Croácia, República Checa, Espanha, Estónia, Eslováquia, Eslovénia, Grécia, Hungria, Letónia, Lituânia, Montenegro, Macedónia do Norte, Polónia, Roménia e Turquia.

O programa da cimeira começa hoje com uma conferência que juntará políticos, como o ministro da Defesa britânico, Ben Wallace, o Presidente polaco, Andrzej Duda, e o primeiro-ministro canadiano, Justin Trudeau, com académicos e investigadores.

Intitulada “Inovando a Aliança”, a conferência pretende debater o futuro da NATO, examinando “como lida com a incerteza geopolítica, as mudanças de ameaças e novas oportunidades”.

No final do dia, a rainha Isabel II oferece uma receção aos chefes de Estado e de Governo no Palácio de Buckingham, e o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, outra, na residência oficial, em Downing Street.

A Reunião de Líderes vai ter lugar na quarta-feira, num hotel em Hertfordshire, a norte de Londres, e pretende refletir sobre os últimos 70 anos e discutir questões que afetam a Aliança, incluindo missões internacionais, financiamento dos Estados-membros e o papel da NATO na resposta a ameaças em todo o mundo.

O encontro vai também ser usado para antecipar novos desafios, incluindo nas áreas da Internet e do espaço, tendo este último sido declarado no mês passado uma das suas esferas operacionais, juntamente com o ar, terra, mar e Internet.

Desde que a Rússia anexou a Península da Crimeia da Ucrânia em 2014, que a NATO enviou mais de 4.000 soldados para a Estónia, Letónia, Lituânia e Polónia, para tentar dissuadir o ímpeto militar do regime de Vladimir Putin.

A proteção contra a Rússia durante a Guerra Fria esteve na origem da Aliança Atlântica, mas atualmente a atividade alarga-se a outras geografias, como missões de paz em lugares como o Afeganistão e o Kosovo.

Após a entrada em funções do presidente dos EUA que a questão da despesa pública com a Defesa tem dominado as últimas reuniões da NATO devido às exigências de Donald Trump aos restantes parceiros para que aumentem os orçamentos militares para 2% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2024.

Os aliados europeus e o Canadá dependem fortemente do arsenal dos EUA, como grandes aviões de transporte militar e reabastecimento aéreo, e apenas três respeitavam o compromisso em 2014.

Prevê-se que nove países atinjam o nível este ano, incluindo EUA, com cerca de 3,4%, Grécia, Grã-Bretanha, Bulgária, Estónia, Polónia, Letónia, Lituânia e Roménia, mas Espanha, Bélgica e Luxemburgo gastam menos de 1%. e a Alemanha, uma das principais economias mundiais, tem previsto gastar 1,35% em 2019.

A cimeira vai ser também uma oportunidade para confrontar os EUA pela ausência de coordenação com os aliados europeus quando decidiu abruptamente a retirada do norte da Síria e a Turquia pelo comportamento unilateral quando lançou uma ofensiva militar contra uma milícia curda apoiada pelos países ocidentais.

Numa entrevista à revista britânica The Economist no início de novembro, o Presidente francês, Emmanuel Macron, considerou que “a NATO está em morte cerebral” e sugeriu o desenvolvimento de uma defesa europeia autónoma.

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