“A NATO e os estados que a integram têm muito a refletir sobre os resultados alcançados após duas décadas de presença no Afeganistão e lições e consequências a retirar do modo como foi executada a operação de retração do conjunto de forças da NATO”, afirmou António Costa no Campo Militar de Santa Margarida, em Constância, distrito de Santarém.

O chefe de Governo sublinhou que a cerimónia de receção do estandarte nacional da 6.ª Força Nacional Destacada (FND) no Afeganistão, no âmbito da missão Resolute Support Mission da NATO, “encerra um ciclo de quase duas décadas de empenhamento de forças e de militares portugueses no teatro de operações do Afeganistão”.

António Costa sublinhou que, desde 2002, Portugal destacou para aquele país um total de 4.620 militares dos três ramos das Forças Armadas.

A presença do primeiro ministro na cerimónia, que presidiu, acompanhado pelo ministro da Defesa Nacional e pelo Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, entre outras entidades civis e militares, serviu “desde logo”, notou, “para homenagear esse esforço e agradecer em nome de Portugal a todos esse militares” e para realçar que o país “pode e deve sentir-se orgulhoso da forma exemplar como desempenharam as suas tarefas”, num “dos mais exigentes e perigosos” teatro de operações do mundo inteiro.

“Infelizmente”, notou, “esses perigos reais não passariam sem graves consequências” para alguns dos militares portugueses, tendo António Costa afirmado que a sua presença naquele campo militar tinha também por objetivo “cumprir uma elementar e muito sentida obrigação” de se “curvar perante a memória dos militares portugueses caídos no Afeganistão”.

O governante lembrou os nomes dos dois militares portugueses que morreram no Afeganistão em 2015 e 2017, João Rosa e Sérgio Pedrosa, respetivamente, e recordou e agradeceu aos soldados que regressaram feridos, tendo ainda sido condecorados com a Medalha da Defesa Nacional os quatro militares da Brigada Mecanizada destacados para o aeroporto Hamid Karzai, em Cabul, com a missão de, entre os dias 23 e 27 de agosto de 2021, no âmbito da Operação SOLACE da Aliança Atlântica, identificar, coordenar e encaminhar a evacuação de cidadãos afegãos previamente identificados para extração do Afeganistão e que tinham colaborado com as forças portuguesas ao longo de duas décadas.

António Costa, que não prestou declarações aos jornalistas à margem da cerimónia, disse ainda que, “nos últimos 30 anos, nas mais diversas partes do mundo, mais de 40 mil militares portugueses participaram em missões e operações ao serviço das Nações Unidas, da NATO, União Europeia, e de outras coligações bilaterais e multilaterais”, tendo feito notar o “prestígio” que tal participação tem constituído para Portugal, além de ser um “contributo fundamental para a modernização das Forças Armadas”, e um “instrumento de valor absolutamente singular para a nossa politica externa e a nossa afirmação no Mundo”.

A concluir, o primeiro-ministro reiterou o “público louvor” pela forma como os militares portugueses “cumpriram exemplarmente as missões que lhes foram confiadas”.

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