“O PS quis apagar declarações de deputados, que usaram o seu tempo regimental, e soubemos o que foi o regresso ao lápis azul à democracia e ao sistema político português”, acusou o vice-presidente da bancada Luís Gomes, que esteve presente na comissão, numa referência aos tempos da censura.

O social-democrata condenou e lamentou a atitude da deputada socialista Isabel Guerreiro, que pediu para que fosse retirado das atas e da gravação da comissão o momento em que o deputado Carlos Guimarães Pinto pediu a demissão da ministra da Coesão Territorial.

“É absolutamente lamentável, não podemos condescender com este tipo de práticas”, criticou Luís Gomes, defendendo que os deputados são livres de dizer o que quiserem dentro dos seus tempos regimentais.

A Iniciativa Liberal (IL) já tinha condenado esta atitude, através de uma publicação de Carlos Guimarães Pinto, na rede social Twitter.

“Agora mesmo na audição à Ministra da Coesão Territorial uma deputada do PS pediu para que a gravação da minha intervenção sobre os fundos atribuídos ao marido da ministra fosse apagada. Incrível. Inacreditável em democracia”, escreveu o deputado da IL.

Em causa, está a notícia avançada pelo Observador que dá conta de que duas empresas do marido de Ana Abrunhosa receberam fundos comunitários da área por si tutelada.

Segundo o Expresso, o deputado liberal questionou esta manhã a governante sobre a “questão ética” subjacente ao facto de só uma das empresas detidas pelo cônjuge, a Thermalvet, ter recebido 133 mil euros da União Europeia (UE) e pediu que devolvesse o dinheiro ou se demitisse.

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