"Entramos em 2020 e tivemos o problema da pandemia que, no meu entendimento, foi superdimensionada. Desde o começo, falei que nós tínhamos dois problemas pela frente: a questão do vírus e o desemprego, e que eles deveriam ser tratados com a mesma responsabilidade simultaneamente", disse Bolsonaro, citado pelo jornal O Globo, durante um evento da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).

"Se nós, e parte do empresariado, tivéssemos embarcado na onda do 'fique em casa, que a questão da economia vemos depois', com toda a certeza estaríamos numa situação bastante complicada no momento", acrescentou o mandatário, que desde o inicio da pandemia se mostrou um dos chefes de Estado mais céticos em todo o mundo em relação à gravidade da covid-19.

No total, o país sul-americano concentra 150.998 vítimas mortais e 5.113.628 casos de infeção pelo novo coronavírus desde o início da pandemia, que foi registada oficialmente no Brasil em 26 de fevereiro.

Assim, o Brasil é o país lusófono mais afetado pela pandemia e um dos mais atingidos no mundo, ocupando a segunda posição mundial na lista de nações com maior número total de mortes e a terceira na dos países com mais infeções.

Desde a chegada da pandemia ao Brasil, Bolsonaro causou polémica ao provocar aglomerações, defender a reabertura económica, não usar máscara em locais públicos e criticar governadores e prefeitos que decretaram medidas de isolamento social em vários estados do país.

No evento de hoje da Firjan, o Presidente do Brasil elogiou ainda o atual ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, que, segundo Bolsonaro, foi nomeado não por ser um general, mas por ser, "em especial, um grande gestor".

"Na questão da saúde também tivemos algum sucesso em relação ao resto do mundo, em especial quando colocamos um general no Ministério da Saúde. Não por ser general, mas por ser, em especial, um grande gestor, que está fazendo um trabalho excecional nessa área", disse o chefe de Estado, referindo-se a Pazuello, o seu terceiro ministro da Saúde.

General do Exército, Pazuello assumiu em abril a função de secretário executivo da Saúde, segundo cargo mais alto da hierarquia ministerial, após o oncologista Nelson Teich assumir o Ministério, em substituição de Luiz Henrique Mandetta, exonerado após ter discordado publicamente de Bolsonaro na condução das medidas de combate ao novo coronavírus.

Contudo, poucas semanas depois, Teich pediu demissão, tendo Pazuello assumido interinamente a liderança do Ministério da Saúde, situação bastante criticada no país, devido à falta de especialização do militar em questões de saúde.

Em 16 de setembro, Eduardo Pazuello tomou posse como ministro da Saúde do Brasil, após quatro meses a liderar interinamente a tutela durante a pandemia da covid-19 no país.

Sob a gestão do general, o Ministério da Saúde mudou as diretrizes, para que a população procurasse a rede de saúde quando sentisse qualquer sintoma da doença, mesmo que fosse ligeiro.

Pazuello é o nono ministro que saiu das fileiras militares no Governo de Bolsonaro.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de um milhão e oitenta e sete mil mortos e mais de 38,2 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

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