“A laicidade, imolada no altar da superstição pia, caricatura o Estado laico e desprestigia as instituições”, afirma a AAP numa nota enviada hoje à agência Lusa.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e o primeiro-ministro, António Costa, vão estar às 16:00 a receber Francisco na Base Aérea de Monte Real, concelho de Leiria, e permanecem até sábado em Fátima, onde terão audiências separadas com o líder da Igreja de Roma e do estado do Vaticano.

“Em Portugal, vítima da superstição e da ignorância, a conferência de Antero de Quental sobre as ‘Causas da Decadência dos Povos Peninsulares’ precisa de ser divulgada”, defende a associação a que preside o investigador Carlos Esperança, de Coimbra.

A AAP reprova a tolerância de ponto, concedida hoje pelo Governo aos funcionários públicos, bem como “a presença de cadetes fardados no transporte do andor da Senhora de Fátima”, na procissão das velas desta noite.

“Quando a Igreja Católica distribui veneras a título póstumo, à semelhança dos estados, é uma decisão que não merece reparo e apenas diz respeito aos crentes, mas, quando o pretexto insiste no desafio à inteligência e ao bom senso, é uma boa razão para o combate ao obscurantismo e à superstição, implícitos nos milagres”, afirma na nota, intitulada “Fátima – o centenário de um embuste”.

Em 13 de maio de 1917, "foi ensaiado o circo contra a República, usando como fetiche o número 13 e o rosário como amuleto”, critica ainda a Associação Ateísta Portuguesa.

Há 100 anos, “numa zona rural recôndita, foi possível fanatizar três crianças analfabetas com o catecismo terrorista da época e usá-las na raiva contra o registo civil obrigatório, o divórcio e a lei da separação da Igreja e do Estado”, acentua.

Durante a visita a Fátima, o papa Francisco vai presidir à cerimónia de canonização dos pastorinhos Jacinta e Francisco Marto, considerados pela Igreja Católica, com Lúcia, as três testemunhas principais dos acontecimentos de 1917.

Os beatos Jacinta e Francisco são os mais jovens santos não-mártires. A cerimónia, a primeira realizada em Portugal, vai decorrer em Língua Portuguesa.

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