A criança foi atingida por várias balas e viria a morrer a caminho do hospital distrital de Gondola, para onde tinha sido transferida com outros feridos.

“Estávamos em aproximação a Inchope e de repente ouvimos tiros. No meio da agitação, eu mesmo percebi que tinha sido alvejado”, contou Noémio Gonçalves, um sobrevivente, enquanto recebia cuidados médicos no hospital distrital de Gondola.

“Só ouvimos tiros, pouco depois de termos reiniciado a viagem” descreveu à Esmeralda Goliate, outra sobrevivente.

Desconhecidos dispararam rajadas de balas contra o autocarro a cinco quilómetros de Inchope, junto à estrada nacional 1 (N1), província de Manica, pelas 06:00 locais (05:00 em Lisboa).

O ataque ocorreu numa área densamente habitada, sem histórico de emboscadas.

O autocarro da transportadora Nagi e os passageiros tinham pernoitado na vila da Gorongosa, de onde partiram cerca das 05:00 (04:00 em Lisboa) para completar a viagem de Nampula (norte) para Maputo, capital (sul).

Pelo menos 24 pessoas já foram mortas a tiro desde agosto de 2019 em ataques armados no centro do país atribuídos a guerrilheiros dissidentes da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo).

Os agressores pertencerão a uma autoproclamada Junta Militar da Renamo, liderada por Mariano Nhongo, ex-dirigente da guerrilha, que contesta o presidente da Renamo, Ossufo Momade, e as condições dos acordos de paz celebrados em 2019.

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