Em entrevista à Lusa por ocasião do primeiro aniversário da sua eleição como presidente do CDS-PP, no último congresso do partido, Francisco Rodrigues dos Santos defendeu que, “atendendo ao quadro político” da capital, PSD e CDS têm “tudo a ganhar” em “entender-se para apresentar listas conjuntas”.

“Parece-me a única hipótese de derrotar Fernando Medina e o socialismo e, como esse é o grande objetivo, acho que temos de trabalhar e dialogar para encontrar a melhor solução possível”, salientou.

O líder do CDS considerou que o presidente do PSD, Rui Rio, também tem dado sinais que “vão nesse sentido, de que existe de facto a perceção de que o centro-direita forte e uma direita unida, uma frente de centro-direita pode derrotar o socialismo”.

“Por isso, temos de dialogar para chegarmos a um entendimento e um candidato que seja capaz de unir o nosso espaço e a nossa família política”, frisou.

Porém, se os dois partidos não chegarem a acordo, não haverá “dificuldade nenhuma em liderar uma candidatura CDS”, assegura o líder centrista.

“Nós fomos sozinhos há quatro anos e lideramos a oposição em Lisboa, portanto, o CDS não tem medo nem receio de ir sozinho, e temos várias hipóteses no partido e até na sociedade civil que estão disponíveis para ser candidatos pelo CDS na Câmara Municipal de Lisboa”, destacou, excluindo-se dessa equação.

Respondendo aos que o apontaram como possível candidato a presidente da câmara da capital, como o deputado e líder da distrital de Lisboa, João Gonçalves Pereira, Francisco Rodrigues dos Santos afirmou que “não tem que ir a todas” e considerou que isso daria a ideia de que o CDS “está seco de figuras e órfão de protagonistas, o que não é o caso”.

“O partido tem várias personalidades e figuras de qualidade, de prestígio, de competência, nós não somos um partido unipessoal, temos também que dar espaço a outras figuras dentro do CDS, e centrar o presidente naquilo que é essencial, na oposição ao Governo socialista para que se construa uma alternativa de centro-direita para derrubar António Costa”, advogou.

Questionado sobre quem poderá encabeçar essa coligação PSD/CDS-PP em Lisboa, Francisco Rodrigues dos Santos assinalou que “há vários bons nomes”, mas recusou “desvendar muito a estratégia” para não “comprometer os convites e a possibilidade de se materializar essa melhor solução”.

Reiterando que “o CDS estará, com toda a certeza, disponível” para “alianças pré-eleitorais” com o PSD, o presidente centrista adiantou que “têm sido tomadas algumas diligências nesse sentido” não só relativamente a Lisboa, como a nível nacional, com um “acordo chapéu”.

“Eu espero que possa estar concluído e assinado a breve trecho”, referiu, mas escusou-se a estimar quando poderá ser conhecido o acordo, ressalvando que “isto também depende das negociações entre os dois partidos”.

Rodrigues dos Santos estabeleceu ainda como objetivos nas autárquicas deste ano “apresentar listas fortes”, “reforçar a malha de autarcas” do CDS e ainda “derrotar o socialismo no maior número de concelhos do país”.

Questionado sobre ter dito que irá tirar as suas "próprias ilações" do resultado do partido nas eleições autárquicas, o presidente democrata-cristão defendeu que "os balanços têm sempre de ser feitos", e disse estar "objetivamente otimista".

"Eu não coloco a hipótese de as coisas correrem mal", frisou, advogando que "o CDS se bate bem nas eleições autárquicas".

Em 2017, o CDS-PP conseguiu aumentar a sua representação na Câmara de Lisboa para quatro vereadores, enquanto o PSD conta com dois eleitos.

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